sexta-feira, março 28, 2008

Paulo Portas exige investigação aos preços em 2007

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, duvidou hoje que a descida do IVA para 20 por cento tenha reflexos na redução dos preços e propôs que a Autoridade da Concorrência investigue a formação dos preços no último ano.
No debate quinzenal com o primeiro-ministro, Paulo Portas frisou que os preços de vários bens de consumo subiram no último ano muito acima da inflação e do custo das matéria-primas e defendeu que a Autoridade da Concorrência devia investigar para apurar eventuais irregularidades.
Na resposta, o primeiro-ministro frisou que a investigação da formação dos preços «já é uma competência» da Autoridade da Concorrência que «está a fazer o seu trabalho para impedir toda a cartelização e toda a combinação de preços».
O primeiro-ministro defendeu que «é uma obrigação que tem que ser posta no topo da sua agenda já que a descida do torna mais importante essa questão».
Paulo Portas acusou o primeiro-ministro de ter conseguido baixar o défice «à custa dos contribuintes», com José Sócrates a responder que o líder democrata-cristão sentia «ciúme político» por não ter conseguido resultados enquanto foi Governo.
«O défice em termos reais desceu 5300 milhões de euros. O aumento da receita fiscal e contributiva foi de 4132 milhões de euros em termos reais. O que significa que 77 por cento do esforço para reduzir o défice foi do contribuinte», afirmou.
Recusando «fazer uma vénia ao primeiro-ministro» pela descida do IVA, o líder do CDS-PP frisou que o Governo «subiu sete impostos e agora dá um bónus num deles».
José Sócrates defendeu que a descida do IVA de 21 para 20 por cento «vai ter um forte impacto na economia portuguesa».
A criação de um portal de preços dos bens de consumo para que os consumidores possam acompanhar a formação dos preços e comparar com a inflação foi outra proposta deixada por Paulo Portas para «garantir mais transparência».
O líder democrata-cristão levou ainda ao debate ao questão da indisciplina e violência nas escolas, questionando o primeiro-ministro se concorda com a obrigatoriedade de as escolas comunicarem às autoridades todos os ilícitos que ocorram, proposta pelo Procurador-Geral da República.
Sobre esta questão, o primeiro-ministro afirmou não «embarcar em demagogias nem no populismo».

in Lusa

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