domingo, março 09, 2008

Paulo Portas diz ter "razão antes do tempo" na agricultura e insegurança

O líder do CDS afirmou, hoje em Alcobaça que teve razão antes do tempo ao denunciar os atrasos do pagamento de subsídios aos agricultores e a falta de elementos da PSP e da GNR, questões que só agora o Governo está a resolver .
Esta tarde, em Alcobaça, Paulo Portas recordou que denunciou os atrasos dos pagamentos de subsídios ao sector agrícola por parte da tutela e com isso foi acusado de forma “ofensiva” pelo ministro da Agricultura.
“O país também precisa do sector agrícola” e o “CDS prestou um bom serviço aos agricultores quando pôs o dedo na ferida” porque as “pessoas estavam encalacradas e tinham problemas para resolver”, afirmou.
“Eu denunciei a situação” num “debate em que ouvi coisas ofensivas” mas “uns dias depois o ministério comprometeu-se a pagar até 15 ou até 30 de Março” essas verbas em atraso, revelou Paulo Portas aos jornalistas, durante uma visita à Feira Agrícola de Alcobaça.
“Nós cumprimos o nosso dever. É bom que o Estado se habitue a fazer o mesmo e quando se atrasa que pague juros que é aquilo que acontece ao cidadão”, acrescentou o líder do CDS. Na visita ao MercoAlcobaça, onde decorre a terceira edição da Feira Agrícola de Alcobaça, Paulo Portas abordou também a questão segurança em Portugal e recordou que já defendera um reforço das forças de segurança há um ano.
“Era preciso admitir mais polícias e mais GNR porque o número do que se reformavam era superior” ao que saíam dos cursos de formação, explicou.
Na ocasião, o “primeiro-ministro chamou-me demagogo e irresponsável” mas agora decidiu contratar mais dois mil elementos.
“O país não pode ter crime mais violento e mais jovem e continuar a ter menos forças de segurança” nem sequer “leis penais permissivas”, considerou Portas, que defendeu uma “mão pesada” do sistema judicial “para proteger a liberdade dos cidadãos”.
O Governo “decidiu não admitir agentes da PSP e militares da GNR durante dois anos” e agora o “número de aposentações vai ser superior ao número de entradas”, explicou Paulo Portas. Não sua opinião, “o país não vai compreender como é que com mais crime há menos polícia”, até porque a “criminalidade como espectáculo” é algo que “assusta as pessoas”.

LUSA

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