quarta-feira, março 05, 2008

CDS propõe comparticipação máxima para medicamentos opióides

O CDS-PP vai propor no Parlamento que o Estado dê a comparticipação máxima, 95%, aos medicamentos opióides, usados no tratamento da dor forte, e que actualmente são comparticipados a 40%, anunciou hoje a deputada Teresa Caeiro.
A deputada destacou que aquele tipo de medicamentos, nos quais se incluem a morfina ou a metadona, são usados em doentes com dor crónica e, exemplificou, em doentes com cancro em fase terminal.
"São medicamentos que atenuam francamente a dor e o sofrimento em doentes que, por exemplo, estão na fase final da vida e foram encaminhados para a rede de cuidados paliativos", afirmou.
O projecto de resolução do CDS-PP, disse, propõe que o Governo inclua no escalão A - a 95 % - "todos os medicamentos opióides necessários" ao atenuar da dor no acompanhamento de doentes em cuidados paliativos.
Teresa Caeiro assinalou que em alguns hospitais estes medicamentos são distribuídos mediante receita médica aos doentes em ambulatório, mas "não na esmagadora maioria" das unidades hospitalares.
"Se não tiverem acesso aos medicamentos no hospital, os doentes encaminhados para os cuidados paliativos terão que os comprar nas farmácias onde pagarão mais de 60 por cento do preço", afirmou.
A proposta do CDS-PP acolhe uma reivindicação da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, disse a deputada, frisando que se trata de "uma questão de justiça e humanidade".
Lusa

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