CDS acusa Governo de só acertar "quando recua" e questiona Ministério da Saúde
O CDS-PP acusou hoje o Governo de só acertar "quando recua" e pediu explicações ao Ministério da Saúde por haver hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não distribuem medicamentos opióides, para tratamento da dor forte.A acusação foi feita pela deputada Teresa Caeiro no período de declarações políticas, na Assembleia da República, em que afirmou existem hospitais, como o Instituto Português de Oncologia de Lisboa e Hospital de Santo António do Porto, que não fornecem estes medicamentos a doentes no ambulatório.
"Uma injustiça", disse a deputada, sublinhando que estes medicamentos são essenciais para os cuidados paliativos e para "garantir uma qualidade de vida mínima" a doentes muito graves.
Num requerimento entregue no Parlamento, a deputada questionou o Ministério da Saúde por que motivo não são distribuídos os medicamentos e o que vai fazer o executivo sobre o caso.
Teresa Caeiro deu como três exemplos de como "o Governo só acerta quando recua e corrige" - na rede de urgências, na vacina do cancro do colo do útero, "três vezes proposta pelo CDS", e na comparticipação máxima dos medicamentos opioides, proposta pelos democratas cristãos e agora adoptada pela ministra da Saúde.
No caso dos medicamentos, a parlamentar do CDS lembrou que há menos de uma semana a sua bancada entregara um projecto de lei para que o Estado desse a comparticipação máxima, 95 por cento, aos medicamentos opióides, como a morfina ou a metadona, usados no tratamento da dor forte, actualmente comparticipados a 40 por cento.
Na terça-feira, sublinhou, a ministra da Saúde, Ana Jorge, anunciou no Parlamento que o executivo ia adoptar esta medida.
"Por três vezes" o CDS-PP propôs, disse Teresa Caeiro, e "três vezes foi rejeitada" a integração da vacina do cancro do colo do útero no plano nacional de vacinação ou pelo menos "uma comparticipação".
O outro caso foi o da requalificação da rede de urgências - no centro da contestação ao anterior ministro Correia de Campos, que se demitiu em Janeiro - em que a proposta inicial foi corrigida depois de muitas manifestações.
Nos três casos, disse Teresa Caeiro, "o Governo recuou, corrigiu e acertou".
CDS com LUSA






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