CDS "foi, de longe, a oposição que teve mais vezes razão", diz Paulo Portas
O líder do CDS-PP reclamou hoje para os democratas-cristãos o estatuto de partido da oposição que "mais teve razão" ao longo dos três anos de governação socialista, apontando como exemplo o processo do novo aeroporto de Lisboa."O CDS foi, de longe, a oposição que teve mais vezes razão", disse Paulo Portas, durante uma conferência de imprensa realizada no Parlamento, para fazer uma "leitura crítica" dos três anos de governação socialista.
Depois de apontar sete "erros principais" ao Governo de maioria socialista, Paulo Portas recordou algumas das ocasiões em que o seu partido teve razão, nomeadamente a contestação à construção do futuro aeroporto internacional de Lisboa na Ota, a denúncia dos abusos da ASAE ou dos abusos do fisco.
Quanto aos "erros principais" do Governo de José Sócrates, o líder do CDS-PP apontou a forma errada como está a ser usada a política fiscal, indo "contra o contribuinte".
"Uma das marcas deste Governo é o fanatismo fiscal", sublinhou, reiterando as críticas de que a administração fiscal "pisa sistematicamente os direitos dos contribuintes".
A "desumanidade da política de Saúde", com o Governo a ser "muito rápido e assertivo a conjugar o verbo encerrar e muito lento e hesitante a conjugar o verbo abrir", e a "mediocridade na Educação", com um ministério "centralista", foram outros dos "erros" denunciados por Paulo Portas.
A estes "erros", o líder do CDS-PP acrescentou ainda a insegurança, a penalização dos idosos, o abandono da agricultura e as práticas abusivas da ASAE.
Quanto ao cumprimento das promessas que José Sócrates deixou ao longo da campanha para as legislativas de 2005, o balanço foi igualmente negativo, com Paulo Portas a considerar que o Governo "falhou o essencial" que havia prometido.
"Prometeu não aumentar impostos e já os aumentou quatro vezes", recordou.
No que diz respeito à "autoridade política", o balanço do líder do CDS-PP foi igualmente crítico, com Paulo Portas a tentar 'desmontar' a ideia de que o país tem um primeiro-ministro determinado.
"Existia a ideia que tínhamos um primeiro-ministro determinado. Os factos demonstraram que estava muita vezes mal preparado ou mal aconselhado", afirmou, apontando como exemplo o processo de escolha da localização do futuro aeroporto internacional de Lisboa.
O líder do CDS-PP rejeitou ainda a ideia de que a alternativa a José Sócrates é o "caos", considerando que, muitas vezes, é o próprio primeiro-ministro que é "o caos".
"Em política é essencial ter bom-senso, para governar é essencial ter bom-senso. Inúmeras vezes este Governo não teve bom senso", criticou Paulo Portas.
CDS com LUSA






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