O Governo de Sócrates é uma espécie ameaçada
Paulo Portas disse hoje, no debate quinzenal com José Sócrates, que o “governo é uma espécie ameaçada democraticamente” e que o Primeiro-ministro está “em dificuldades e fragilizado”.O Líder do CDS referia-se desta forma, à mini-remodelação questionando directamente Sócrates, se teria ou não, remodelado os Ministros da Saúde e da Cultura se estes não tivessem pedido a sua saída do executivo, ou se tomou a iniciativa por finalmente ter percebido que as políticas seguidas estavam erradas.
Sócrates, não respondeu a Portas que quis saber se o actual mapa de encerramento das urgências é para manter, suspender ou revogar.
De novo o Primeiro-ministro, nada disse. Daí o líder centrista ter lembrado que a nova Ministra da Saúde, já tinha dito que Correia de Campos devia ter sido mais cauteloso, ao encerrar urgências sem garantir uma rede eficaz de transporte por parte do INEM.
Com base num estudo Portas, disse que Portugal para ter uma efectiva rede de viaturas de emergência, precisa de 230 VMER e viaturas intermédias de suporte básico de vida, para as populações não ficarem desamparadas. No entanto, só existem 100.
Portas questionou, por isso Sócrates se este se compromete com os portugueses de que antes de encerrar mais urgências, vai o governo completar a rede de viaturas de emergência. Uma vez mais, Sócrates, nada disse.
Na sua intervenção, o Presidente do CDS desafiou ainda o Primeiro-ministro a aceitar o corrector de inflação apresentado pelo partido e que permitirá a mais de um milhão e meio de pensionistas, recuperarem o poder de compra que têm vindo a perder desde que José Sócrates, chegou ao governo.
Em causa, estão os aumentos acima da taxa de inflação de bens e produtos essenciais, como o pão, o leite, a água e o gás. Aumentos esses, que são muito superiores aos das reformas. Daí Portas ter desafiado a Sócrates: “os pensionistas sofrem, comprometa-se porque é democrata a devolver o poder de compra perdido com base na inflação verdadeira”.
Já sobre a avaliação dos professores, Paulo Portas, questionou o líder do executivo se este defende a verdade do ensino, ou se, os professores a bem da sua carreira devem afinal passar um aluno que não o merece, de forma a não serem prejudicados na sua avaliação.
CDS






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