sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Lisboa: eleições para terminar jogos politiqueiros

O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, defendeu hoje a realização de eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa, considerando que o município "não pode estar cativo de jogos políticos e politiqueiros".
Sem querer ligar este pedido de eleições a um facto concreto, o líder d o CDS-PP justificou à Lusa que a situação em Lisboa está a "deteriorar-se dia a dia" e a "aproximar-se do grau zero" da política".
"O governo de qualquer município exige órgãos que estejam em condições de desenvolver com grande capacidade e consistência o seu mandato", salientou o presidente democrata-cristão, defendendo a realização simultânea de eleições intercalares para os órgãos da Câmara e da Assembleia Municipal de Lisboa.
Ribeiro e Castro salientou que o CDS não tem poder para provocar estas eleições e apelou aos maiores partidos, PS e PSD, para que "abram caminho" a este processo.
"Cabe aos maiores partidos permitir que o povo de Lisboa se possa pronunciar", disse.
Questionado sobre o relatório acerca da actividade da empresa municipal lisboeta Gebalis, que aponta má gestão e descontrolo dos custos de empreitadas em bairros camarários, o líder do CDS-PP considerou o processo "vergonhoso".
"Há processos impróprios que estão a ser utilizados como arma de arremesso político. Este é um processo vergonhoso", disse.
A vereadora do CDS-PP, Maria José Nogueira Pinto, detinha em 2006 o pelouro da Habitação Social.
Ribeiro e Castro salientou que a realização de eleições intercalares "não era a situação desejada pelo CDS-PP", lembrando que o partido participou numa coligação com o PSD para garantir a governabilidade do município e que, mesmo depois do fim desse acordo, ainda viabilizou um orçamento camarário.
"Mas a Câmara de Lisboa não pode estar cativa de jogos políticos e politiqueiros", concluiu.
A Câmara de Lisboa passou o último mês envolvida nos casos Bragaparques e EPUL, e mudou dois vereadores do PSD, Gabriela Seara e Fontão de Carvalho, que foram constituídos arguidos.
O presidente da autarquia, o social-democrata Carmona Rodrigues, continua a assegurar que existem condições de governabilidade do município, apesar da forte contestação interna e externa.
Notícia LUSA

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