Maioria absoluta «assentou num logro»
O presidente do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, afirmou hoje que a maioria absoluta do PS obtida há dois anos «assentou num logro», acusando o executivo de ter falhado várias promessas eleitorais.«É o momento de recordar algumas das promessas com que o engenheiro José Sócrates obteve a maioria absoluta e verificar uma vez mais como tem feito exactamente o contrário do que prometeu», afirmou Ribeiro e Castro, numa conferência de imprensa destinada a assinalar os dois anos sobre as legislativas de 20 de Fevereiro de 2005.
O líder do CDS-PP afirmou que, na campanha eleitoral para as eleições de 2005, o PS disse que «não aumentaria os impostos», «não colocaria portagens nas SCUT», «não agravaria as taxas moderadoras», conseguiria «mais 150 mil postos de trabalho», garantindo ainda que não iria «atacar reformados e pensionistas» e que traria «esperança para o mundo rural e o interior».
«Demasiada promessa por cumprir. Muito engano nos foi vendido», acusou Ribeiro e Castro.
«Semana a semana, mês a mês, ano a ano, terá que ser lembrado: independentemente da forma como for avaliada a acção do seu Governo, a maioria absoluta do PS assentou num logro», acrescentou.
O líder do CDS-PP classificou o estilo do Governo como «engano-te hoje, lamenta-te amanhã».
«Vimo-lo e ouvimo-lo agora, de novo, no referendo da liberalização do aborto, na rábula do modelo alemão que, afinal, será talvez mais espanhol e do aconselhamento obrigatório que, afinal, não é aconselhamento nem obrigatório», criticou.
Para Ribeiro e Castro, «o ano de 2007 será ano decisivo na apreciação do trabalho do Governo».
«Não foi só o Presidente da República que pediu resultados, na mensagem de Ano Novo. Somos todos os portugueses que exigimos resultados», frisou.
in Diário Digital






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