Crise demográfica afecta economia/contas públicas
"A diminuição e o envelhecimento da população será o padrão demográfico da Europa e de Portugal, mas com maior incidência no nosso País", alertou hoje o dirigente democrata-cristão Fernando Paes Afonso, na apresentação da terceira edição do Barómetro Económico do CDS-PP.Depois de ilustar a "acentuada deterioração de índices demográficos como o do envelhecimento e os de dependência", Paes Afonso sublinhou que o "impacto destas tendências demográficas sobre o crescimento económico e sobre as contas públicas portuguesas será tremendo se não forem adoptadas medidas de política adequadas".
Nesse sentido, o CDS-PP afirma que "é necessário adoptar urgentemente um conjunto coerente de políticas sociais e económicas que incentivem a natalidade, apoiem as famílias, assegurem a integração dos imigrantes e promovam o envelhecimento activo".
Noutro plano de análise da conjuntura económica, esta edição do Barómetro dos centristas chama a atenção para o "ligeiro enfraquecimento do indicador de clima económico (ESI) de 112.4 em dezembro para 110.7", no quadro europeu da UE25, ao mesmo tempo que se registou também em Janeiro "um ligeiro agravamento do clima económico nacional em resultado da deterioração da confiança dos Consumidores e dos empresários do Sector do Comércio".






1 Comentários:
O argumento de que a substituição da actual população activa está em risco dada a fraca natalidade É FALSA! A baixa natalidade acontece em geral nos países desenvolvidos há muitos anos e a sua população mantém um bem estar económico e social bem superior a que alguma vez Portugal atingiu.
A ser verdade a afirmação de que é necessário aumentar a natalidade para o país ter sucesso, então como é que países como o Luxemburgo, a França, a Alemanha, entre outros, têm conseguido sobreviver?
Não é novidade de que as sociedades mais desenvolvidas têm em geral uma reduzida taxa de natalidade, por razões também fáceis de entender: os pais procuram dar aos seus filhos um nível de vida igual ou superior ao seu, o que é cada vez mais difícil. É uma grande aventura para um cidadão mediano ter 3, 4, 5, 6 filhos: o emprego chega cada vez mais tarde e mais precário, por isso as famílias constituem-se também mais tarde ou não chegam sequer a constituir-se; as despesas com os filhos são sempre crescentes e é preciso dar-lhes muitos anos de estudo e de especialização para poderem ter sucesso nesta “selva” competitiva. Mesmo para as profissões mais modestas. Para se ser carteiro, pedreiro, electricista, pintor, carpinteiro, motorista, e tantas outras profissões é hoje necessária uma dúzia de anos de escolarização mais vários anos em cursos específicos. Há 30 anos bastavam 6 anos de escola e durante a aprendizagem os jovens já começavam a ajudar a família, ganhando algum dinheiro.
A eventual falta de mão de obra (qualificada ou não) pode ser e é facilmente suprida com a aceitação de imigrantes, embora isso deva ser feito de forma selectiva, de acordo com as necessidades do país.
A reposição da força de trabalho com recurso aos nossos filhos, embora louvável, implica um investimento de vinte e tantos anos: entretanto, tanto os pais como o país terão que prestar-lhes cuidados vários: alimentação, vestuário, lazer, saúde, educação e formação profissional. Quanto aos trabalhadores imigrantes, esses custos foram suportados pelos seus pais e pelos países de origem, por isso, vêm ‘prontinhos’ pra trabalhar e, só por isso, ficam mais económicos ao país de acolhimento, aliás, não temos nós já cerca de um milhão de imigrantes? Se o nosso país necessitar e quiser poderão vir mais, não faltarão candidatos enquanto mantivermos o euro como moeda ou, pelo menos, enquanto pertencermos à UE seremos um país atractivo. Há ainda outra vantagem com a aceitação de imigrantes: como aqueles se sujeitam a piores condições de trabalho e a salários mais baixos, ajudam a aumentar a competitividade do país, i.e., forçam os salários a baixar ou pelo menos a não aumentar tanto.
Portugal já tem uma taxa de desemprego alta e com tendência para subir, por isso, julgo inconveniente que a imigração para o nosso país continue a fazer-se de forma anárquica.
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