segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Referendo:"Não" insiste em subsídio de 500 euros por cada aborto

Um dos mandatários da plataforma do "Não", derrotada no referendo de hoje, retomou a ideia do Estado pagar à mãe de cada crianç a que nasça um subsídio superior a 500 euros.
Essa verba, explicou o médico João Paulo Malta à agência Lusa, é o equi valente a cada aborto que venha a ser feito nos hospitais públicos, que, de acor do com o ministro da saúde, custará entre 500 e 750 euros.
"Se o Estado tem dinheiro para pagar abortos, também tem que ter para a poiar a maternidade", sustentou.
"Fizemos a proposta ao ministro [da Saúde] e continuamos à espera da resposta", disse o médico a quem coube fazer a última intervenção da plataforma de movimentos cívicos pelo "Não" quando já estava confirmada a vitória do "Sim" no referendo de hoje.
João Paulo Malta considerou que a "divisão" que o referendo mostrou na sociedade portuguesa indica que a "questão [do aborto] não ficou resolvida" por que a "maioria dos portugueses não se pronunciou", optando pela abstenção.
O tema do aborto "continua a dividir a sociedade", salientou, sublinhan do que, pelo facto de mais de metade dos eleitores não terem ido às urnas, o referendo não foi vinculativo.
Entre as personalidades do "Não" que ladearam João Paulo Malta durante a sua intervenção encontrava-se a ex-comunista Zita Seabra, actual deputada do P SD e antiga defensora da despenalização do aborto que passou a ser anti-aborto.
Em termos partidários, a presença da noite na sala onde se juntaram os movimentos cívicos coube a Ribeiro e Castro, presidente do CDS - único partido o ficialmente defensor do "Não" - que passou pelo local para distribuir cumprimentos.
in Lusa

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