quinta-feira, julho 27, 2006

Governo quebra compromissos na avaliação

O CDS-PP questionou hoje o Governo sobre as razões da alegada quebra dos compromissos assumidos com o Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior (CNAVES), que consideram estar na base da demissão dos seus responsáveis.
"Em reunião conjunta entre o CNAVES e o Governo foi aprovado um programa experimental para 2006. Porém, tal não foi possível concretizar devido à paralisação do sistema nacional de avaliação do ensino superior por inviabilização financeira, da parte do Governo", criticou o CDS, em requerimento entregue no Parlamento.
Lembrando que o ex-líder do CDS Adriano Moreira abandonou a presidência do CNAVES, juntamente com seis conselheiros do organismo, devido "à impossibilidade de funcionamento do organismo", os democratas-cristãos sublinham que "neste momento não está em curso nenhum processo de avaliação".
"Quais as razões para que os compromissos assumidos pelo Governo com o CNAVES, no que concerne ao programa experimental para 2006, não sejam cumpridos", questiona do CDS-PP, no requerimento dirigido ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago.
Na terça-feira, Adriano Moreira esclareceu à Lusa que se demitiu da presidência do CNAVES devido à falta de verbas para prosseguir com o processo de avaliação nacional, aprovado em 2005 pela tutela.
Esta explicação levou o líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, a acusar o Governo de ter posto termo ao processo de avaliação do ensino superior "de forma silenciosa e cobarde", manifestando solidariedade para com Adriano Moreira.
"Se o ministro Mariano Gago quer mudar o sistema tem de assumir essa responsabilidade política", desafiou Ribeiro e Castro, apelando ao titular da pasta da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que dê "explicações à opinião pública".
Os seis elementos que acompanharam Adriano Moreira na decisão foram José Moreira Araújo, Júlio Montalvão e Silva, Sérgio Machado dos Santos, Teresa Ambrósio, Maria da Glória Garcia e Brito Afonso.
O fim do CNAVES estava já previsto para o final deste ano, altura em que deveria ser substituído pela Agência Nacional de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, um modelo que poderá futuramente ser acreditado pela Agência Europeia.

in Lusa

1 Comentários:

Em 9:26 da tarde, Blogger Pedro Ferreira, Visconde de Cunhaú disse...

Que bom terem recordado as sábias palavras de Adriano Moreira!

 

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