quinta-feira, julho 20, 2006

CDS-PP quer debate profundo sobre segurança social

O líder do CDS/PP, pediu quarta-feira à noite ao primeiro-ministro José Sócrates, que "estimule um debate profundo com os partidos políticos, parceiros sociais e económicos sobre o futuro da segurança social".
Ribeiro e Castro, que falou na freguesia do Cabo da Praia na ilha Terceira, durante a cerimónia comemorativa dos 32 anos do partido, reivindicou também "a criação de uma comissão para estudar e diagnosticar o sector".
"A verdadeira reforma da segurança social não pode prejudicar apenas os reformados e muito menos brincar com as pessoas ignorando as suas expectativas", sublinhou o líder centrista.
Por isso, para Ribeiro e Castro, "a reforma deve começar a olhar para o futuro criando um sistema misto que permita, a partir de agora, aos mais jovens uma opção entre os descontos para o sector público ou para outro sistema que venha a ser criado".
O presidente do CDS/PP congratulou-se com o relatório de Verão do Banco de Portugal "sobre o crescimento da economia", preconizando "o uso das receitas para baixar os impostos de forma a estimular o crescimento da economia e não para engordar o Estado".
"O problema é que os sinais que temos são de que o governo não está a conseguir conter o crescimento da despesa pública", sublinhou.
Segundo Ribeiro e Castro o futuro do país passa pelo seu melhor recurso, que "são as pessoas", e paralelamente pela educação, "sector para o qual todos devem ser convocados para o melhorar e onde não deve haver facilidades introduzindo para o efeito sistemas de avaliação".
Como outros recursos mais relevantes, o líder do CDS-PP apontou o mar, "para o qual não se deve estar de costas voltadas", e os recursos energéticos, que defendeu deverem ser "mais equilibrados e sustentáveis".
Ribeiro e Castro sublinhou ainda "o importantíssimo recurso que é a língua", exigindo do governo "uma atenção especial à sua internacionalização", incluindo no seio da UE cuja estratégia multi- linguística "põe em causa a língua portuguesa".
"A língua não é um brinquedo mas um recurso político e económico de valor relevante", frisou o líder do CDS/PP.
Noticia:Lusa