quarta-feira, julho 26, 2006

Médio Oriente: CDS quer Portugal a participar

O líder do CDS/PP, José Ribeiro e Castro, considerou hoje que Portugal "não se deve excluir" de integrar uma eventual força internacional de estabilização a enviar para o sul do Líbano.
"Não digo que sejamos os principais candidatos, mas devemos manter essa disponibilidade. Portugal não se deve excluir se isso for necessário", afirmou, em conferência de imprensa, enaltecendo a iniciativa do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, de propor uma reunião extraordinária da União Europeia (UE) sobre a actual crise no Médio Oriente.
Há uma semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, admitiu como uma possibilidade a participação de Portugal numa eventual missão da ONU para o sul do Líbano.
Para Ribeiro e Castro, existem "duas razões" que aconselham o empenhamento de Portugal no esforço internacional para a resolução do actual conflito.
"Primeiro, Portugal participa activamente na composição de forças internacionais que, sob a égide das Nações Unidas, tentam assegurar a paz nestas regiões conturbadas (as que estiveram presentes no Iraque e continuam no Afeganistão em missões de paz). Em segundo lugar, Portugal, como toda a UE, é fortemente dependente do petróleo do Médio Oriente e partilha o quadro geral de segurança da bacia do Mediterrâneo", apontou.
Por decorrer "na periferia" do espaço geográfico da UE, o conflito representa ainda, no entender do líder do CDS/PP, um "desafio à capacidade de resposta" dos 25.
Até agora, considerou, a resposta da União Europeia "tem sido nenhuma".
"Favorável à constituição de uma força internacional de estabilização", capaz de "garantir o cumprimento das resoluções das Nações Unidas", Ribeiro e Castro espera que a conferência internacional de Roma, hoje iniciada, possa estabelecer "princípios de equilíbrio e de contenção do terrorismo na zona".
Esta conferência internacional, que reúne 15 países e três organizações, iniciou hoje de manhã os seus trabalhos, em Roma, para tentar encontrar uma solução para o conflito no Médio Oriente, agora com especial incidência no Líbano.
A declaração de um cessar-fogo e a constituição de uma força de interposição no sul do Líbano são os objectivos prioritários da conferência, na qual, entre outros, participam a secretária de estado norte-americana, Condoleezza Rice, e o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
Ladeado pelos dirigentes do partido Narana Coissoró e Paulo Lowndes Marques, Ribeiro e Castro atribuiu a actual onda de violência aos "actos de terrorismo" do Hamas e do Hezbollah e considerou "condições indispensáveis" para lhe pôr termo o "desarmamento e neutralização" destas organizações, bem como a "garantia de não ingerência por parte da Síria e do Irão".
O líder democrata-cristão lamentou ainda a morte, na noite passada, quatro observadores da ONU durante um bombardeamento israelita contra um posto de observação da Força Interina das Nações Unidas no Líbano.

in Lusa

1 Comentários:

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