Líder do CDS-PP acusa governo de "desvalorizar e menosprezar" mundo rural
O presidente do CDS-PP, Ribeiro e Castro, acusou hoje o Governo de "desvalorizar e menosprezar" o mundo rural, por não contemplar os prejuízos dos agricultores pela falta de água na avaliação dos custos da seca de 2005.
O presidente do CDS-PP falava à Agência Lusa em Monforte, onde visitou hoje a empresa Fertiprado, criada em 1990 e que se dedica às pastagens e forragens.
Aproveitando a ocasião para abordar a seca, que afectou grande parte do território continental no último ano, especialmente o Alentejo, o dirigente partidário teceu críticas ao Governo socialista e ao ministro da Agricultura, Jaime Silva.
"Nem mesmo a explicação do ministro Jaime Silva, de que a avaliação feita pelo Governo contemplou apenas os custos directos do Orçamento do Estado, justifica ou avaliza, do ponto de vista político, o erro de abordagem de questão", argumentou.
O Governo divulgou, recentemente, que a seca terá custado ao país 286 milhões de euros, enquanto a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) estimou em 1,8 mil milhões de euros os prejuízos causados pela falta de água no sector.
"Perante o dilema de escolher entre a conta completa e efectiva de mais de dois mil milhões de euros e uma mera conta parcial (os 286 milhões de euros estatais), o ministro não hesitou em escolher e divulgar apenas a segunda", disse Ribeiro e Castro.
Segundo o presidente do CDS-PP, os custos da seca apresentados pelo Governo representam um "claro e grave exemplo de desvalorização e subavaliação dos danos", constituindo um "novo sinal de desvalorização e menosprezo pelo mundo rural".
Ribeiro e Castro manifestou ainda preocupação que "este erro sistemático de perspectiva" se repita novamente este ano.
"Não podemos permitir que voltem a acontecer os erros e a descoordenação do ano transacto, nomeadamente no que se refere à falta de apoios e medidas para o abeberamento e a alimentação dos animais, quando os momentos de crise aguda voltarem, porventura, a apertar", frisou.
O líder do CDS-PP defendeu também que é oportuno lançar, desde já, medidas estruturantes como o Plano Nacional de Regadio, onde se insere o retomar da construção da barragem de Odelouca, no Algarve, ou o Programa Nacional para Uso Eficiente da Água.
"Na eventualidade da crise vir a repetir-se este ano, nomeadamente no Verão, o CDS-PP considerará especialmente incompreensível e indesculpável que os erros, as omissões, o atabalhoamento e as outras falhas verificadas em 2005 voltem a repetir-se, quer no sistema de resposta a nível nacional, quer no accionamento atempado e na operacionalização eficaz da solidariedade no quadro da União Europeia", acentuou.
O presidente do CDS-PP falava à Agência Lusa em Monforte, onde visitou hoje a empresa Fertiprado, criada em 1990 e que se dedica às pastagens e forragens.
Aproveitando a ocasião para abordar a seca, que afectou grande parte do território continental no último ano, especialmente o Alentejo, o dirigente partidário teceu críticas ao Governo socialista e ao ministro da Agricultura, Jaime Silva.
"Nem mesmo a explicação do ministro Jaime Silva, de que a avaliação feita pelo Governo contemplou apenas os custos directos do Orçamento do Estado, justifica ou avaliza, do ponto de vista político, o erro de abordagem de questão", argumentou.
O Governo divulgou, recentemente, que a seca terá custado ao país 286 milhões de euros, enquanto a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) estimou em 1,8 mil milhões de euros os prejuízos causados pela falta de água no sector.
"Perante o dilema de escolher entre a conta completa e efectiva de mais de dois mil milhões de euros e uma mera conta parcial (os 286 milhões de euros estatais), o ministro não hesitou em escolher e divulgar apenas a segunda", disse Ribeiro e Castro.
Segundo o presidente do CDS-PP, os custos da seca apresentados pelo Governo representam um "claro e grave exemplo de desvalorização e subavaliação dos danos", constituindo um "novo sinal de desvalorização e menosprezo pelo mundo rural".
Ribeiro e Castro manifestou ainda preocupação que "este erro sistemático de perspectiva" se repita novamente este ano.
"Não podemos permitir que voltem a acontecer os erros e a descoordenação do ano transacto, nomeadamente no que se refere à falta de apoios e medidas para o abeberamento e a alimentação dos animais, quando os momentos de crise aguda voltarem, porventura, a apertar", frisou.
O líder do CDS-PP defendeu também que é oportuno lançar, desde já, medidas estruturantes como o Plano Nacional de Regadio, onde se insere o retomar da construção da barragem de Odelouca, no Algarve, ou o Programa Nacional para Uso Eficiente da Água.
"Na eventualidade da crise vir a repetir-se este ano, nomeadamente no Verão, o CDS-PP considerará especialmente incompreensível e indesculpável que os erros, as omissões, o atabalhoamento e as outras falhas verificadas em 2005 voltem a repetir-se, quer no sistema de resposta a nível nacional, quer no accionamento atempado e na operacionalização eficaz da solidariedade no quadro da União Europeia", acentuou.
Notícia Lusa






0 Comentários:
Enviar um comentário
<< Home