sexta-feira, janeiro 27, 2006

A Comissão Política Nacional (CPN) do CDS-PP considerou quinta-feira à noite que a estratégia de apoio à candidatura presidencial de Cavaco Silva seguida pela direcção veio permitir "o reequilíbrio do quadro po lítico português".
Na reunião, disse à Agência Lusa Martim Borges de Freitas, secretário-geral dos democratas-cristãos, a CPN, além de se congratular pela vitória do ex-primeiro-ministro nas presidenciais de domingo, regozijou-se com a estratégia seguida, recordando que ela fora definida no congresso de Abril, em que Ribeiro e Castro foi eleito líder do CDS-PP.
"Essa estratégia, verificou-se quase um ano depois, veio permitir o reequilíbrio do quadro político português", sublinhou Martim Borges de Freitas.
Os membros da CPN salientaram ainda a "firme determinação" de José Ribeiro e Castro em cumprir essa estratégia, que "foi seguida tintim por tintim".
Na análise à situação política e a estratégia para os próximos tempos, a CPN definiu como caminho a seguir "a estabilização e afirmação do partido", mantendo como linha de rumo uma acção que conduza a uma "maior credibilidade do CDS-PP, maior prestígio e maior entrosamento com a sociedade civil".
"O tempo é de crescimento para o CDS-PP", acrescentou. Interrogado pela Lusa sobre a proposta defendida pelo deputado Diogo Feyo, no sentido de uma "plataforma de diálogo" com os sociais-democratas, Martim Borges de Freitas sublinhou que o que a CPN definiu foi uma "estratégia de afirmação própria".
"Não se trata de uma noção de contraste com outras formações políticas, mas sim de uma estratégia de afirmação própria, que se traduz numa oposição constante, firme e combativa", disse.
Quanto à situação no Médio Oriente, o tema não chegou a ser debatido no encontro, "mas José Ribeiro e Castro e o vice-presidente Miguel Anacoreta Correia já falaram sobre o assunto e em breve será transmitida a posição do CDS-PP sobre a matéria", acrescentou.

Notícia LUSA

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