sexta-feira, janeiro 27, 2006

Líder do CDS acusa PCP


O presidente do CDS, José Ribeiro e Castro, acusou ontem o PCP de fazer "um ultraje à memória histórica", ao não acompanhar a condenação, feita anteontem pelo Conselho da Europa, dos crimes cometidos por regimes comunistas totalitários.
"É tempo do PCP deixar de insistir no lado errado da história, tantos anos depois da queda do Muro de Berlim", afirmou ao PÚBLICO, acrescentando que "o sofrimento e o sacrifício de cerca de 100 milhões de vítimas mortais não podem ser atenuados ou esquecidos".
Terça-feira, no final da reunião do comité central, o secretário-geral do PCP manifestou "a sua mais viva condenação e rejeição de um projecto que representa um novo passo na ofensiva anticomunista", referindo-se ao projecto de resolução "Necessidades de uma condenação internacional dos crimes dos regimes comunistas totalitários" que viria a ser aprovado no Conselho da Europa.
"O comité central do PCP afirma a sua inequívoca condenação de um projecto de carácter profundamente antidemocrático, anticomunista e fascizante e, portanto, inaceitável para qualquer força política democrática e progressista", acrescentou, na altura, Jerónimo de Sousa.
Ribeiro e Castro considerou "lamentável" e "absurdo" que o PCP, "mais uma vez, mostre tão evidente negacionismo" e apelou à condenação "sem ambiguidades" dos crimes dos regimes comunistas totalitários.
O líder partidário frisou ainda que "é necessário não esquecer que ainda há regimes totalitários comunistas que continuam no poder". "Não é um problema do passado. Infelizmente, ainda é um problema do presente", disse.
O eurodeputado e presidente do CDS lembra que a resolução que foi aprovada reconhece que, em alguns casos, houve partidos comunistas europeus que contribuíram para se alcançar a democracia.

Notícia: Público

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