terça-feira, outubro 12, 2010

CDS faz balanço "fundamentalmente negativo" do primeiro ano da maioria absoluta de António Costa em Lisboa

O vereador do CDS na Câmara de Lisboa faz um balanço “fundamentalmente negativo” do primeiro ano de mandato da maioria socialista, defendendo que a equipa de António Costa tem actuado com uma “grande dose de irrealismo”.
“Há um desfasamento entre a realidade, sobretudo financeira, e o discurso eleitoral. Aquela famosa expressão ‘casa arrumada’ não passou de pura promessa eleitoralista”, declarou António Carlos Monteiro, para quem o PS na autarquia tem “copiado os piores defeitos” do Governo socialista.
Em primeiro lugar, disse-se que as contas estavam controladas, mas o passivo total, que ascendia a cerca de 1500 milhões, já era de quase 2000 milhões no final de 2009 e a despesa corrente continua descontrolada”, apontou.
No seu entender, o município tem um “problema estrutural” que a maioria não tem tentado resolver, conseguindo antes “endividar mais a câmara” ao pedir empréstimos.
Um deles destinava-se à reabilitação urbana, uma pasta sobre a qual o CDS afirma que “muito pouco ou quase nada” foi feito.
Trata-se, segundo o vereador, de mais um exemplo de “várias promessas adiadas”, tal como algumas iniciativas a nível da mobilidade, como uma dura fiscalização do estacionamento em segundo fila ou a regulação de cargas e descargas.
António Carlos Monteiro concluiu, por isso, que a maioria de liderança socialista tem sido “muito incoerente” e tem tido uma “grande dificuldade em encarar a realidade”, em particular as dificuldades financeiras.
“Não se percebe uma linha condutora de gestão e uma distinção de prioridades. Cada um apresenta os assuntos do seu pelouro como sendo prioridade”, acrescentou, lembrando que o orçamento e as contas do município não foram aprovadas este ano.
Entre a oposição no executivo camarário (no qual o PSD tem seis vereadores e o CDS e o PCP têm um, cada), António Carlos Monteiro tem sido a voz mais forte nas críticas ao PS e nos votos contra.
Ainda assim, o democrata-cristão diz não se sentir sozinho: “Muitos lisboetas concordam connosco e tenho recebido muitos incentivos”.
O autarca mostrou-se satisfeito por ter conseguido “despertar” a atenção para a necessidade de instalar videovigilância no Intendente (a autarquia aprovou uma proposta do PS sobre o assunto depois de o CDS ter também apresentado uma proposta).

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