quarta-feira, setembro 29, 2010

Câmara adiou Gebalis, CDS critica estudo de viabilidade e defendem extinção

A Câmara de Lisboa adiou hoje a discussão da proposta de extinção da empresa que gere os bairros municipais (Gebalis) e do estudo de viabilidade económica, documento que PSD e CDS consideram “enviesado”.
“Este estudo está enviesado por dois motivos: parte do pressuposto que a situação atual envolve a transferência dos espaços verdes para a câmara e não há acordo sobre essa matéria e porque indica que, no caso da extinção, as despesas teriam que ser assumidas de imediato pelo município, não incorporando os benefícios que a própria câmara tinha com a extinção”, afirmou o vereador do CDS-PP depois da reunião.
Para António Carlos Monteiro, o facto de “não ter sido apresentado pela vereadora responsável qualquer proposta de solução para a empresa mostra o “desnorte completo da maioria” na Câmara de Lisboa quanto à política de Habitação.
“O estudo de viabilidade aponta para a necessidade de incorporar os espaços verdes na câmara, que ficaria responsável pela sua manutenção, mas sobre esta matéria o vereador do pelouro nada disse. Isto mostra uma inexistência de acordo”, afirmou o vereador.
“Para se optar pela manutenção da empresa é preciso a autarquia injetar os tais 17 milhões. Onde é que vão buscar. Não vi qualquer proposta nesse sentido”, afirmou, acrescentando.
Depois da reunião extraordinária, que tinha apenas agendados assuntos relativos à Gebalis, também o vereador do PSD Vítor Gonçalves apontou o dedo à política de habitação da autarquia e à “indefinição”, criticando igualmente o estudo de viabilidade económico-financeira apresentado.“É um estudo que segue as orientações da administração da Gebalis”, afirmou, sublinhando que para o PSD a melhor solução é a extinção da empresa.
“É possível fazer uma transferência calma, de competências e até para coordenar sinergias”, afirmou.

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