sexta-feira, janeiro 15, 2010

CDS condena contrato "leonino" e "leviano" da Câmara de Lisboa com a Red Bull

O vereador do CDS-PP, António Carlos Monteiro criticou esta quarta-feira o processo “pouco transparente e leviano”, que foi a assinatura do primeiro protocolo entre a ATL e a Red Bull, que afirma, contempla compromissos da autarquia lisboeta, sem que a Câmara tivesse sido ouvida.
“É uma sociedade absolutamente leonina. A carne fica do lado da Red Bull, o osso fica do lado das Câmaras”, acusou, considerando que, “sem um estudo económico”, o acordo representa um “cheque em branco”.
Para António Carlos Monteiro “foi tudo feito de forma leviana”. E quais são as diferenças? “As câmaras do Porto e Gaia pagavam um valor fixo de 800 mil euros - 400 mil cada - por dois anos de realização da corrida no Rio Douro. Lisboa, juntamente com os restantes parceiros, pagará 3,5 milhões de euros por um ano”, explica o vereador.
Deste valor 50 por cento é avançado pela autarquia de Lisboa, 25 por cento pela Câmara de Oeiras e 25 por cento pela própria ATL.
“Mas vai pagar muito mais do que isso”, acrescenta António Carlos Monteiro porque, “no Porto, a Red Bull Race assumia as despesas de segurança, pública e privada, dos bombeiros e das infraestruturas. Na capital, serão as autarquias e o turismo de Lisboa a assumir esses gasto, que apesar de enumerados na proposta, não foram contabilizados”, acusa.
E como se não bastasse, “além de garantir patrocínios no valor de 3,5 milhões de euros, isenta de taxas a publicidade da Red Bull algo que não acontecia no norte - e "dá" as receitas da -publicidade à empresa privada. Há uma cláusula no contrato a garantir isso”, lamenta o vereador democrata-cristão.
Perante a proposta apresentada esta quarta-feira e que foi retirada, António Monteiro tem dúvidas sobre os verdadeiros motivos que levaram a corrida a transferir-se para as águas do Tejo, porque “Lisboa não devia competir com o Porto”.
“O presidente garantiu que não iria pagar mais que o Porto e Gaia, mas é mentira”. O vereador vai mais longe e dúvida que a CML tenha lido todo o protocolo enviado pela Red Bull. “Não se informaram do acordo anterior, assumido pelo Porto e Gaia, e provavelmente não leram todas as alíneas do documento, que foi junto à proposta em inglês”, concluiu.

CDS com TVI24

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