terça-feira, setembro 01, 2009

Paulo Portas visita mercado de Benfica



O líder do CDS-PP esteve hoje no mercado de Benfica, em Lisboa, onde defendeu a promoção do emprego, apontando que é possível interessar as empresas no aumento dos ordenados e os trabalhadores no aumento da produtividade.

A visita ao mercado de Benfica inseriu-se numa acção de pré-campanha eleitoral do partido para as eleições legislativas e, como é já seu hábito, Paulo Portas não se negou a muitos beijos e alguns abraços.
Lurdes Monteiro, peixeira, fez questão de dar o seu apoio ao candidato centrista.
"Acho que ele pode ser diferente pela força que ele tem, em todos os sentidos. Eu acho que ele tem vontade de fazer e deve-se dar-lhe forças para ele fazer porque senão também não vai a lado nenhum", apontou a vendedora.
Outra vendedora aproveitou a visita do líder do CDS-PP para chamar a atenção para o problemas das pensões.
"Fui emigrante 20 anos, estou a receber 200 euros e daqui nem 250 euros recebo. Sou obrigada a estar aqui sem poder. Era bom que tirassem a quem nunca trabalhou e tem boa saúde e dessem a quem não tem saúde e tem de estar a trabalhar", defendeu.
No final da visita, entre algumas dezenas de apoiantes, foi exactamente a questão do emprego que Paulo Portas valorizou, propondo a contratação de desempregados como forma de estímulo para a economia.
No entender do líder centrista, o Estado deveria propor às empresas que contratassem sem termo um desempregado, dando às empresas, como incentivo, o remanescente do subsídio de desemprego ou do subsídio social de desemprego que o trabalhador receberia se continuasse desempregado.
"Acho que é uma ideia boa e é um grande incentivo para que as empresas contratem gente, é muito mais útil porque significa financiar uma oportunidade de emprego em vez de financiar a continuidade do desemprego", apontou Paulo Portas.
Na opinião do líder democrata-cristão, as empresas nacionais vivem num permanente dilema, entre permanecer em funcionamento ou fechar portas, pagar aos funcionários ou pagar as contribuições ao Estado e entende, por isso, que é preciso estimular as empresas porque são elas que podem criar empregos.
Lembrou que em Portugal tanto o rendimento dos trabalhadores como a produtividade das empresas equivalem a 3/4 dos restantes países da Europa, mas defendeu que é possível interessar as empresas pela melhoria dos salários dos seus empregados e, ao mesmo tempo, interessar os trabalhadores pela melhoria da produtividade da empresa.
"Quando a economia estiver a crescer, acho que o trabalho suplementar, as pessoas que querem fazer mais umas horas para poderem ganhar mais, têm que ficar com a totalidade desse esforço a mais, ou seja, o Estado não pode tributar o trabalho suplementar ou extraordinário", apontou Paulo Portas.
Já para as grandes empresas, sugeriu uma mais justa repartição "dos frutos do trabalho".
"Nas grandes empresas, onde é possível medir o ganho de produtividade que é devido ao factor trabalho, uma parcela desse ganho de produtividade deve ir para um fundo especial que possa ser mais justamente repartido por quem trabalhou e é responsável por esse esforço", defendeu.
No final, Paulo Portas saiu satisfeito da visita ao mercado de Benfica, um local que entende ser "um grande teste", mas onde acabaram por ser "muito bem recebidos".
"As pessoas são muito sensíveis ao valor trabalho e nós temos de apoiar quem quer trabalhar", sustentou.
Sobre a campanha que se avizinha, deixa a promessa: "Aberta e natural e gastando muito pouco".

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