CDS garante que "dezenas de pessoas sabiam do Insular"
"Muitas dezenas de pessoas sabiam do Banco Insular" e das suas relações com o Banco Português de Negócios (BPN). "Não se pode dizer que era uma realidade difusa, sobre a qual um só homem decidia tudo. Havia pessoas da administração do BPN, da SLN, do Efisa e de outras instituições que sabiam".garantia foi dada ontem pelo deputado do CDS-PP Nuno Melo que prometeu divulgar documentos que demonstram o que afirmou até ao final dos trabalhos da comissão parlamentar de inquérito à nacionalização do BPN.
Ontem, o CDS já disponibilizou correspondência trocada entre o presidente do Insular, José Vaz de Mascarenhas, e Nuno Luz de Almeida, que mostra que este antigo administrador do banco conhecia a "ligação estreita" existente entre o BPN e o banco cabo-verdiano que foi utilizado para esconder prejuízos e realizar operações ilícitas.
Há um mês, quando depôs no Parlamento, o actual quadro da Caixa Geral de Depósitos garantiu nunca ter tido contacto com o Insular.
A correspondência divulgada por Nuno Melo mostra que, em Setembro de 2001, altura em que o BPN estava a "simular" a venda do Insular a Vaz Mascarenhas, Luz de Almeida foi informado pelo presidente do banco cabo-verdiano que o grupo português é que continuava a ser responsável pela instituição.
Na carta, o líder do Insular pede autorização para tomar decisões sobre a instalação de uma sucursal do banco em Portugal e sobre a mudança de escritório em Cabo Verde.
in Jornal de Negócios






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