segunda-feira, dezembro 22, 2008

CDS defende apoios para todos os trabalhadores

Pedro Mota Soares defendeu hoje apoios a todos os trabalhadores para superar dificulades financeiras, considerando como "desigual" a criação de medidas apenas para os funcionários públicos.
"O CDS sempre propôs medidas que chegassem a todos os portugueses e não só a alguns", adiantou em declarações à Lusa.
O Estado vai dar até dois mil euros aos trabalhadores e aposentados da Função Pública em dificuldades financeiras para fazer frente a "situações de emergência", como doença, acompanhamento de crianças em risco, obras e aquisição de equipamento doméstico.
De acordo com uma portaria publicada sexta-feira em Diário da República, o Estado também vai emprestar dinheiro aos trabalhadores e aposentados da Função Pública para "situações de emergência" que resultem de encargos assumidos com "compra ou arrendamento de casa própria, doença, funeral, desemprego, realização de obras e aquisição de equipamento doméstico".
Para o deputado do CDS, o governo "está mais uma vez a reconhecer que as pessoas estão numa situação de enorme dificuldade e que por isso devia ter medidas de apoio a todas as pessoas que se encontram nestas situações".
"Defendemos e já apresentamos para o Orçamento de Estado medidas transversais de aplicação a todas as pessoas e que permitisse reagir de forma diferente a esta crise", adiantou Pedro Mota Soares.
Lusa

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1 Comentários:

Em 9:45 p.m., Blogger João Gomes disse...

Cuidado que estes apoios tão propagandeados por esta máquina do poder, pode não ter efeitos efectivos, tal como tem acontecido aos apoios prometidos às empresas.
Note-se que teve o ministro das finanças que implorar aos Bancos para não reterem o dinheiro cujo destino era o financiamento às empresas em dificuldades. Mas, em abono da verdade, os Bancos não são instituições de caridade, ou seja, qualquer pedido de apoio, terá de ser estudado e submetido ao risco inerente, logo, sem garantias, não há empréstimo.
Continuo a pensar que seria mais honesto por parte dos políticos que estão no Governo, que procedessem à distribuição do dinheiro através da CGD.
Também tem que ser dito, que, os funcionários do Estado são presas fáceis em caso de incumprimento: não pagam, o patrão (o Estado), cativa no vencimento o proporcional ao permitido pela lei.
Resta-nos a consolação, de pelo menos desta vez, os dinheiros públicos serem aplicados em benefício dos cidadãos que habitualmente já se relacionam com o fisco, ou não será assim?
Assistiremos a mais alguma medida de excepção?

 

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