quarta-feira, julho 02, 2008

Paulo Portas diz que ministro da Economia "não viu bem" e destaca "impacto pequeno" da baixa do IVA

O líder do CDS-PP considerou hoje que o ministro da Economia, Manuel Pinho, "não viu bem" quando concluiu que a baixa do IVA "está a ter resultados" e alertou que muitas lojas não baixaram os preços.
"Vi hoje o sr. Ministro da Economia num supermercado. Ao terceiro ano [de governação] o ministro foi a um supermercado. Mas o ministro não viu bem. Convido-o a ir a outro supermercado e verificar que há muitos produtos cujo IVA baixou e o preço não mudou", afirmou.
Manuel Pinho visitou hoje algumas superfícies comerciais dos três maiores distribuidores -- Sonae Distribuição, Auchan e Jerónimo Martins -- e sublinhou que a redução do IVA de 21 para 20 por cento "está a ter resultados" na baixa dos preços junto dos consumidores.
Em conferência de imprensa no Parlamento, o líder democrata-cristão, Paulo Portas, considerou "bastante improcedentes" a "euforia e a demagogia do Governo" nesta matéria, destacando que "há casos em que as lojas mudam a factura mas não mudam o preço ou, quando reduzem, o impacto nos consumidores é muito pequeno".
"De um ponto de vista global, a maioria dos produtos não está mais barato", criticou, sublinhando que os bens essenciais, que não beneficiaram de qualquer descida do IVA, aumentaram muito ao longo do último ano, com prejuízo para os mais necessitados e para a classe média.
Paulo Portas considerou que a medida, que entrou hoje em vigor, "está longe de significar qualquer coisa de relevante" e defendeu que "com os 250 milhões de euros que o Governo diz que vai custar a baixa do IVA no segundo semestre do ano, podia fazer-se alguma coisa de mais eficiente".
"Era possível em IRS fazer uma baixa significativa devolvendo poder de compra à classe média", disse, defendendo ainda uma baixa do imposto sobre os combustíveis.
Lusa