CDS critica arquivamento do processo PSP-sindicato
O CDS-PP considerou hoje que o inquérito preliminar da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre as acusações de um sindicato de professores à PSP da Covilhã «não responde às questões essenciais».«Porque é que os polícias foram ao sindicato e quem deu a ordem», precisou o vice-presidente da bancada parlamentar do CDS-PP Nuno Magalhães, em declarações à Lusa.
O relatório preliminar do IGAI, hoje divulgado, considera que os polícias não cometeram qualquer infracção ao pedirem informações sobre uma manifestação de protesto no âmbito de uma deslocação do primeiro-ministro.
«Este inquérito é uma mão cheia de nada. Mas não nos surpreende este arquivamento: parece que o Governo passou de uma fase em que não fazia inquéritos, para outra em que faz inquéritos mas arquiva-os», criticou Nuno Magalhães.
Com base no relatório preliminar do IGAI, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, já deu como encerrado o caso sobre o alegado incidente entre polícias e um sindicato de professores ocorrido na Covilhã.
«Não há indício de qualquer facto ilícito. Por conseguinte, não há lugar à instrução de processo de inquérito ou processo disciplinar», escreve o ministro no despacho.
Opinião diferente tem o CDS-PP, que promete colocar ao ministro Rui Pereira, que terça-feira é ouvido no Parlamento sobre este caso, as questões que considera essenciais: porque é que os polícias foram ao sindicato e quem deu a ordem para essa acção.
«No relatório, o Governo exorta as forças de segurança a não voltarem a fazer o mesmo, a cumprirem a lei. Ora é o Governo que manda nas forças de segurança», sublinhou ainda Nuno Magalhães.
O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) acusara dois elementos da PSP de se terem deslocado às instalações da estrutura sindical na Covilhã para obterem informações sobre uma manifestação prevista para o dia em que se deslocaria à cidade o primeiro-ministro.
O sindicato considerou a visita «intimidatória» e inédita, além de «deplorável» e anunciou que iria recorrer «às instituições deste país».
As primeiras conclusões do inspector da IGAI José Manuel Ribeiro de Almeida, que ouviu os envolvidos na situação, conclui que não houve qualquer atitude ilegal da parte dos polícias e refere que o funcionário do sindicato e uma delegada sindical colaboraram com os polícias, que nunca usaram «meios ilegais».
«Toda a informação [sobre a manifestação agendada para o dia da visita do chefe do Governo] foi prestada consensual e espontaneamente», diz o relatório preliminar disponibilizado na página do Ministério da Administração Interna na Internet.
O CDS-PP promete ainda aproveitar a audição do ministro da Administração Interna sobre este caso para questionar Rui Pereira sobre a instalação de sistemas de videovigilância.
«Na segunda-feira, num debate televisivo, o sr. ministro disse que concordava com a videovigilância mas que ainda não tinha sido implementada porque nenhuma Câmara Municipal tinha pedido a sua instalação», referiu Nuno Magalhães.
No entanto, segundo o deputado do CDS-PP, a autarquia do Porto já solicitou a instalação de câmaras na zona histórica da cidade há nove meses.
«Alguém está a faltar à verdade neste processo. Na terça-feira, iremos questionar o ministro da Administração Interna sobre este processo», garantiu.
in Lusa






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