CDS-PP diz que foi aumento da carga fiscal que suportou o défice
O CDS-PP lamentou hoje que o primeiro-ministro não tenha referido o aumento da carga fiscal ao anunciar o valor do défice para este ano, 3 por cento, e a meta de 2,4 por cento para 2008."Não somos propriamente especialistas em propaganda mas não deixamos de salientar uma omissão em relação ao aumento da carga fiscal", salientou o líder parlamentar do CDS-PP Diogo Feio, em declarações aos jornalistas no Parlamento.
Para o deputado democrata-cristão, "hoje em Portugal se o défice está a ser cumprido deve-se ao aumento da carga fiscal".
"Quem está a suportar o défice são os contribuintes com o aumento de impostos que têm sofrido", criticou Diogo Feio.
Por outro lado, o líder parlamentar do CDS salientou que a manutenção do défice nos 3 por cento "não altera em nada as previsões para o próximo ano".
"Este valor está a ser referido como uma boa situação para aumentar o investimento público. Esse não é o nosso caminho, preferimos apostar nas empresas", referiu Diogo Feio.
A meta do défice para 2008 foi apresentada por José Sócrates, numa declaração em que também anunciou que o défice de Portugal será, no final deste ano, de 3 por cento do PIB, voltando Portugal a estar dentro dos limites impostos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) da União Europeia.
Tendo ao seu lado os ministros de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, e o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, Sócrates declarou que o Governo não vai proceder a uma revisão do objectivo do défice para 2008, mantendo o valor de 2,4 por cento assumido junto de Bruxelas.
"O nosso compromisso para 2008 será de 2,4 por cento. O Governo quer manter a linha de rigor e disciplina orçamental - factores essenciais para o futuro do país -, mas o Orçamento de 2008 também apostará no crescimento público", frisou o chefe do Governo.
Sócrates adiantou que o défice orçamental previsto para 2008, na ordem dos 2,4 por cento, "será o mais baixo desde 1975".
Lusa






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