Segunda-feira, Agosto 27, 2007

Rui Pereira vai terça-feira ao Parlamento responder a dúvidas do CDS sobre helicópteros Kamov

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, vai terça-feira à Assembleia da República responder às dúvidas levantadas pelo CDS-PP sobre os helicópteros russos Kamov comprados pelo Estado em 2006 para combater incêndios.
A audição vai decorrer às 18:30, na Comissão Parlamentar Eventual de Acompanhamento e Avaliação da Política Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
Na semana passada, o CDS-PP exigiu a presença «urgente» do ministro da Administração Interna no Parlamento para explicar porque razão os helicópteros russos para combater incêndios adquiridos em 2006 só irão poder voar em 2008.
O CDS-PP pretendia igualmente ouvir Rogério Pinheiro, o presidente da Empresa de Meios Aéreos (EMA) que o Governo criou para gerir os dez helicópteros russos Kamov que adquiriu.
Em requerimento entregue na Assembleia da República a 22 de Agosto, o deputado do CDS-PP Hélder Amaral interrogava o ministro Rui Pereira sobre as razões destas aeronaves não estarem já operacionais para o combate aos incêndios.
«Porque razão só foi criada a empresa que gere os meios aéreos (EMA), quase um ano depois da aquisição deste meios? A que se deve o facto de estas aeronaves não poderem estar já a participar no combate aos fogos florestais da presente época?», questionaram os democratas-cristãos.
«Porque razão não estão ainda celebrados os contratos com pessoal para trabalhar nestes meios aéreos?», interrogava ainda o CDS-PP.
Outra questão que o CDS-PP quer ver esclarecida é a razão por que foram adquiridos helicópteros pesados russos, por adjudicação directa dada a «urgência» do processo, que diz não estarem certificados para poderem voar no espaço da União Europeia.
O contrato para aquisição das dez aeronaves russas foi assinado pelo Governo em meados de 2006 mas a EMA só foi constituída este ano, começando a funcionar em Maio, um mês depois da sua criação ter sido publicada em Diário da República.
Contudo, a primeira administração demitiu-se após dois meses em funções, sem que a empresa estivesse certificada nem os helicópteros prontos a voar, situação que ainda se mantém.
in Lusa

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