terça-feira, agosto 21, 2007

Bombas de gasolina: Projecto-piloto de segurança obriga que proprietários invistam 600 a 650 euros - MAI

O ministro da Administração Interna explicitou hoje que o projecto-piloto de segurança anunciado para os postos de combustíveis exige que os proprietários se disponibilizem a adquirir o equipamento de georeferenciação, avaliado entre 600 e 650 euros.
"O que o Ministério da Administração Interna (MAI) faz é fornecer [aos postos] o sistema de contacto e alerta com esquadras da PSP e postos e quartéis da GNR, para a possibilidade de um socorro pronto, rápido e eficaz", acrescentou Rui Pereira.
O ministro sublinhou que para que o projecto funcione é, no entanto, necessário que os proprietários dos postos adquiram o equipamento de georeferenciação.
"Da parte do MAI há a disponibilização do equipamento essencial, o sistema de segurança, que dá a possibilidade de haver um contacto com as forças de segurança para um ataque pronto", frisou.
Segundo Rui Pereira, o projecto-piloto já está a funcionar em 10 postos em todo o país, mas o MAI tem no terreno uma campanha de sensibilização para as vantagens do sistema, com vista à sua progressiva generalização.
O CDS voltou domingo a pedir ao Governo que vá ao Parlamento explicar se existe um plano de segurança para os postos de abastecimento de combustível depois de mais um assalto violento, na madrugada desse mesmo dia, em Valença.
Em declarações à Agência Lusa, o deputado Nuno Magalhães afirmou que o ministro ou o secretário de Estado da Administração Interna devem à Assembleia da República uma "explicação cabal" sobre o alegado plano anunciado em Abril.
No dia 27 de Abril, o secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães, anunciou na AR que um projecto-piloto de um novo equipamento tecnológico de localização e alarme iria começar a ser instalado, em Junho, nos postos de abastecimento de combustíveis.
"Ou o plano existe e é ineficaz, o que é grave, ou então não existe e um membro do Governo mentiu no parlamento", afirmou Nuno Magalhães.
O assalto de domingo em Valença, que provocou um ferido grave, um jovem de 26 anos baleado na cabeça, "não é um caso isolado", alertou o deputado popular.
Nuno Magalhães sustentou que um assalto deste tipo "não é compreensível em Portugal, um país com índices de criminalidade violenta relativamente baixos em relação ao resto da União Europeia".
Para o CDS-PP, um plano de segurança para os postos de abastecimento de combustíveis deve incluir mais vídeo-vigilância, um sistema global de comunicações entre as forças policiais e a presença física de brigadas a determinadas horas.
"Conhecemos quais são essas horas, de madrugada e ao princípio da manhã, quando aumenta exponencialmente a probabilidade de criminalidade", afirmou o parlamentar.
O plano anunciado em Abril pelo Governo inclui novo equipamento que "poderá ser accionado discretamente pelos operadores" e funcionará com ligação directa às forças de segurança.
Além do novo equipamento de localização e alarme, os postos de combustíveis vão poder partilhar informações e imagens com as forças de segurança relativamente a matrículas de viaturas que se abastecem e não pagam, afirmou então o secretário de Estado.
Lusa

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