Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

JP critica Al Gore

A Juventude Popular questionou hoje o passado político de Al Gore, que participa quinta-feira numa conferência sobre alterações climáticas em Lisboa, sublinhando que quando era vice-presidente dos Estados Unidos este país não ratificou o protocolo de Quioto.
Autor do documentário "Uma Verdade Inconveniente", nomeado para a edição deste ano dos Óscares, Al Gore foi nomeado na semana passada para o Nobel da Paz 2007 pelos seus esforços para alertar a opinião pública mundial para os perigos do aquecimento global.
Apesar de reconhecer a dedicação de Al Gore a esta causa desde que foi derrotado por George W. Bush na eleição de 2001 à presidência dos Estados Unidos, a Juventude Popular (JP) questiona os seus actos durante o período em que foi vice-presidente de Bill Clinton, entre 1993 e 2001.
"Durante os dois mandatos de Al Gore como vice-presidente, os Estados Unidos foram responsáveis por alguns acontecimentos na área do ambiente, nomeadamente a participação nas negociações no Protocolo de Quioto e a sua não ratificação", acusa a JP, em comunicado.
Para esta organização autónoma do CDS-PP, foi também neste período que os Estados Unidos utilizaram pesticidas "conhecidos por destruir a camada do ozono", aumentaram a sua dependência do petróleo do Médio Oriente e diminuíram a protecção das espécies.
"Como pode Al Gore estar a defender arduamente uma causa tão importante, não pondo em causa as suas responsabilidades no passado? Será que tem razões para pressionar os Estados Unidos?", questionam os jovens populares.
Salientando a sua concordância com o conteúdo da mensagem do documentário "Uma Verdade Inconveniente", a JP manifesta a sua discordância com "o formato de atitude imaculada e irrepreensível agora assumida por Al Gore".
"Concordamos com o que diz, lamentamos o que fez - Uma verdade inconveniente", ironiza a JP.
Notícia LUSA

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