CDS Lisboa: "Carmona deu liberdade a Lipari Pinto"
A Assembleia Municipal de Lisboa rejeitou esta terça-feira uma proposta do PS para a constituição de uma Comissão Eventual para análise e acompanhamento da situação da GEBALIS, empresa que gere os bairros municipais.A moção do grupo municipal do PS foi chumbada com os votos contra do PSD, PCP, PEV e Bloco de Esquerda, à excepção de um deputado social-democrata e os votos favoráveis do Partido Socialista e do CDS-PP.
(...)O líder da bancada do CDS-PP, Rui Roque, votou favoravelmente a moção, apesar de os democratas-cristãos considerarem que as comissões permanentes já existentes seriam «adequadas para o trabalho político de acompanhamento do assunto».
Rui Roque recordou que «desde o início de Janeiro que o CDS-PP, pela voz da vereadora Maria José Nogueira Pinto, foi avisando que o processo de investigação lançado pelo vereador Lipari Pinto à gestão da GEBALIS, enfermava de graves erros formais e não cumpria de todo as boas práticas de auditoria».
O deputado sublinhou que «apesar da gravidade dos factos», o presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, «deixou ao senhor vereador toda a liberdade para prosseguir».
«Vem agora o senhor presidente remediar o que poderia ter prevenido exarando o despacho que desautoriza o senhor vereador em toda a linha e usando, como não podia deixar de ser, todos os argumentos em que o CDS-PP foi insistindo ao longo de quase dois meses».
Para Rui Roque, Carmona Rodrigues «continua a reboque dos acontecimentos sem tirar as necessárias consequências políticas que neste caso deveriam ser a retirada da confiança política ao senhor vereador Lipari Pinto».
O presidente da Câmara de Lisboa determinou quarta-feira passada a realização de audiências aos responsáveis da Gebalis, que não foram ouvidos no relatório efectuado pela comissão criada por Lipari Pinto, uma ausência de contraditório criticada pela oposição na autarquia lisboeta.
A comissão elaborou um relatório à situação da empresa com «conteúdo suficientemente grave para o vereador ter decidido enviá-lo para o Tribunal Constitucional e Inspecção-Geral de Finanças que têm competências para avaliar o seu conteúdo e agir em conformidade», segundo fonte do gabinete de Lipari Pinto.
Diário Digital / Lusa






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