quarta-feira, janeiro 31, 2007

"O Estado não deve ser avarento e somítico"

O presidente do CDS-PP aproveitou hoje a deslocação a uma instituição destinada a mães jovens para acusar o Estado de ser "miserável" ao apoiar em "menos de 50 por cento" estas organizações de apoio à maternidade.
"Uma vergonha", afirmou José Ribeiro e Castro quando soube das dificuldades do centro de acolhimento da boca da sua responsável, Fernanda Ludevice.
"O Estado não deve ser avarento e somítico", disse José Ribeiro e Castro na Casa de Santa Isabel, um "ponto de apoio à vítima" com capacidade para acolher 18 pessoas, entre mães e crianças.
O líder democrata-cristão disse, na acção de campanha a favor no "Não" no referendo de 11 de Fevereiro, que viu naquela "obra extraordinária" a "resposta social e efectiva às mães sós", em contraste, disse, com a postura do Governo , ao "abrir as portas às clínicas espanholas" do aborto.
Ribeiro e Castro aproveitou o momento para dizer que, em relação a instituições como a Casa de Santa Isabel, a "doutora Maria José Morgado [procurador-geral adjunta] não pode dizer que seja `slot-machines'".
A magistrada, a favor do "Sim" no referendo", comparou os centros de aborto clandestino àquelas máquinas de casino por darem grande rendimentos aos seus proprietários.
"Os nossos impostos devem ir para instituições destas e não para as clínicas espanholas que vêm aí instalar-se" se o "Sim" vencer o referendo, disse líder do CDS na visita em que esteve acompanhado dos deputados do partido Hélder Amaral e José Paulo Carvalho.
O segundo referendo sobre a despenalização do aborto - o primeiro foi em Junho de 1998 e ganhou o "não", apesar de o resultado não ter sido vinculativo - realiza-se a 11 de Fevereiro e foi convocado pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a 29 de Novembro de 2006.
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?", é a pergunta colocada aos eleitores, igual à do referendo de 1998.
Para a campanha, estão inscritos na Comissão Nacional de Eleições (CNE) 19 movimentos de cidadãos (cinco pelo "sim" e 14 pelo "não") e 10 partidos polí ticos.
Cerca de 8,4 milhões de eleitores estão recenseados para o referendo e a campanha dura 11 dias, entre 30 de Janeiro e 09 de Fevereiro.

Notícia: Lusa

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