Parlamento condena pena de morte para enfermeiras e médico na Líbia
A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, um voto de protesto apresentado pelo CDS-PP contra a condenação à morte de cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestiniano na Líbia.Um tribunal da Líbia condenou quarta-feira à pena de morte cinco enfermeiras búlgaras e um médico palestiniano acusados de terem deliberadamente inoculado o vírus da sida em crianças líbias.
"A Assembleia da República condena veementemente a sentença do tribunal líbio" e "apela para que as autoridades líbias tenham em conta as provas científicas sobre o caso e reconsiderem o veredicto", lê-se no voto, do qual será dado conhecimento à Embaixada da Líbia em Portugal.
De acordo com o texto, que mereceu o voto favorável de todas as bancadas, "não foram levadas em consideração as provas irrefutáveis sobre o não envolvimento destas seis pessoas que nunca conseguiram fazer valer a sua defesa".
Os seis acusados, detidos há sete anos, foram condenados à morte em Maio de 2004, mas o Supremo Tribunal líbio ordenou a realização de novo julgamento, que começou em Maio deste ano.
Os acusados, encarcerados desde 1999, são acusados de ter inoculado voluntariamente o vírus da sida em 426 crianças líbias, 52 dos quais morreram, entre elas uma menina de nove anos que pereceu em 24 de Outubro último.
in Lusa






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