sexta-feira, dezembro 15, 2006

Nogueira Pinto contra financiamento público da IVG

A mandatária da Plataforma contra a despenalização do aborto «Não, obrigada» Maria José Nogueira Pinto manifestou hoje a sua oposição ao financiamento público da interrupção voluntária da gravidez (IVG) em clínicas privadas caso o «sim» vença no referendo.
Presente no lançamento de mais um «outdoor» da Plataforma, a mandatária e vereadora do CDS-PP na Câmara Municipal de Lisboa defendeu que, se a IVG for des penalizada, «haverá um desvio de financiamento do Serviço Nacional de Saúde para o aborto», o que considerou «injusto».
«Contribuir com os meus impostos para financiar clínicas de aborto?» é a pergunta que se lê em letras rosa num fundo negro do «outdoor» colocado hoje frente ao Hospital Santa Maria, em Lisboa.
«Ao legalizar o aborto, ele será feito gratuitamente nos hospitais, por exemplo aqui, neste hospital, e também será feito em clínicas privadas e quem vai financiar é o Serviço Nacional de Saúde», afirmou Maria José Nogueira Pinto, em declarações aos jornalistas.
Questionada pelos jornalistas, Maria José Nogueira Pinto manifestou-se igualmente contra a possibilidade de a IVG, no caso de ser legalizada até às 10 semanas, ser apenas feita em clínicas privadas sem apoio por parte do Estado.
«É um absurdo. O nosso sistema é o Serviço Nacional de Saúde», disse, frisando que «a chamada de atenção» do «outdoor» se centra na perspectiva de os impostos dos portugueses «serem desviados» para financiar a prática de aborto em clínicas privadas.
«A França elegeu 2007 como ano de luta conta o Alzheimer e nós escolhemos o aborto?», questionou, frisando que «o Serviço Nacional de Saúde tem constrangimentos financeiros» que implicam ainda hoje que muitas famílias não tenham médico de família ou a manutenção de listas de espera para cirurgias.

in Diário Digital

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