segunda-feira, dezembro 04, 2006

Cimeira UE-África para discutir imigração

O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, apelou hoje à realização urgente de uma Cimeira UE-África para discutir uma política comum de imigração, se possível durante a presidência portuguesa da União, no segundo semestre de 2007.
"Apenas uma acção concertada das autoridades europeias e governos africanos poderá dar uma resposta mais efectiva ao flagelo da imigração ilegal", defendeu Ribeiro e Castro, durante um almoço sobre este tema, realizado na sede do partido.
O líder do CDS-PP reiterou a sua esperança de que esta Cimeira se possa realizar durante a presidência portuguesa da União Europeia, salientando que já transmitiu esta posição quer ao Governo quer ao Presidente da República.
O almoço teve como orador convidado o eurodeputado do Partido Popular espanhol Fernando Fernández Martin, que acentuou também a necessidade de uma acção concertada dos 25 países comunitários em matéria de imigração.
"Os europeus enfrentam um dos problemas mais graves com que terão de lidar nos próximos anos sem um instrumento jurídico e político para fazerem uma política comum", alertou.
"Sou um europeísta convicto, mas em matéria de política migratória a União Europeia só oferece fracassos", lamentou o eurodeputado, que foi presidente do governo autónomo das Canárias na década de '80.
Sobre o caso concreto dos fluxos de imigrantes ilegais em Espanha, Fernandéz Martin manifestou uma posição bastante crítica quanto à política do Governo do PSOE liderado por José Luís Zapatero.
"Zapatero é uma calamidade, é o pior presidente que tivemos na democracia espanhola. Com Zapatero, a Espanha até pode deixar de ser Espanha", avisou o eurodeputado.
Para o eurodeputado espanhol, a regularização extraordinária de imigrantes feita pelo Governo de Zapatero teve um "efeito de chamada" de novos imigrantes ilegais, que estima serem cerca de um milhão actualmente.
"Se este problema se mantiver, evidentemente que teremos conflitos. A experiência francesa mostra que os problemas de integração não acontecem com os imigrantes de primeira geração, mas com os seus filhos ou filhos dos filhos", sublinhou Fernando Fernández Martin.
Notícia LUSA

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