quarta-feira, novembro 15, 2006

Parlamento Europeu apoia multilinguismo

O Parlamento Europeu apoiou hoje em Estrasburgo uma política europeia de multilinguismo que promova o conhecimento de idiomas, tendo como objectivo a longo prazo que cada cidadão comunitário saiba duas línguas além da língua materna.
A assembleia aprovou - com 537 votos a favor, 50 contra e 59 abstenções - um relatório sobre um novo quadro estratégico para o multilinguismo que saúda o compromisso da Comissão Europeia de promover o conhecimento das línguas e que contempla o conceito de "língua europeia de comunicação universal", na sequência de uma emenda proposta pelo deputado democrata-cristão José Ribeiro e Castro.
Em declarações à Agência Lusa, Ribeiro e Castro considerou extremamente importante o reconhecimento da "importância estratégica das línguas europeias de comunicação universal", entre as quais a portuguesa, apontadas no relatório como devendo ser "uma das principais directrizes da política europeia em matéria de multilinguismo".
Para José Ribeiro e Castro, este "é um passo de grande importância, por que o relatório frisa que deve ser uma das linhas principais de uma estratégia europeia para o multilinguismo", o que poderá auxiliar a promoção e a afirmação do Português na União Europeia.
"Uma vez que a língua portuguesa é a terceira língua europeia de comunicação universal", a nível de número de falantes no Mundo, este reconhecimento "é um ponto de apoio muito importante para a diplomacia portuguesa e para a política europeia de Portugal de que há que tirar agora plenos efeitos", sustentou o eurodeputado.
Recordando que a partir de 1 de Janeiro de 2007, vai haver um comissário europeu exclusivamente para o multilinguismo, o romeno Leonard Orban, Ribeiro e Castro apontou que "a União Europeia vai definir uma estratégia, e das duas uma: ou a língua portuguesa está contemplada nos critérios dessa estratégia, ou não está".
"O que esta emenda representa é que estará", assinalou, explicando que o reconhecimento do conceito de línguas europeias de comunicação universal - fundamentalmente as línguas inglesa, espanhola, portuguesa e francesa - é "muito importante para o ensino do Português como segunda, terceira ou quarta língua".
Segundo o deputado e líder do CDS-PP, tal "permite apoiar o ensino do Português como uma língua da Europa, uma língua de abertura da Europa ao Mundo nos sistemas de ensino europeus, a nível do ensino secundário e ensino superior".
Ribeiro e Castro, que indicou ter abordado este assunto já em duas ocasiões com o primeiro-ministro, José Sócrates, e em Agosto passado com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, concluiu que há assim um "quadro político extremamente favorável, mas agora a tarefa é fundamentalmente do Governo e da diplomacia portuguesa".
Com a adesão de Roménia e Bulgária, a 1 de Janeiro próximo, a União Europeia a 27 passará a ter 23 línguas oficiais.

in Lusa

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