segunda-feira, julho 31, 2006

Arquivado processo contra Luís Nobre Guedes

O líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, congratulou-se hoje com o arquivamento do processo de tráfico de influências contra o ex-dirigente do partido Luís Nobre Guedes relativo ao caso Portucale.
"A decisão não nos surpreende, embora seja naturalmente motivo de regozijo", é referido num comunicado do gabinete de José Ribeiro e Castro.
Fonte do CDS-PP disse hoje à Lusa que o processo de tráfico de influências contra o ex-ministro do Ambiente Luís Nobre Guedes relacionado com a construção de um empreendimento turístico em Benavente foi arquivado.
Em Maio de 2005, Luís Nobre Guedes e o antigo responsável pelas contas do CDS Abel Pinheiro, além de três altos funcionários do Grupo Espírito Santo, foram constituídos arguidos por suspeitas de tráfico de influências.
Em causa está a assinatura pelos ex-ministros do CDS-PP Nobre Guedes (Ambiente) e Telmo Correia (Turismo), e do antigo ministro do PSD Costa Neves (Agricultura) de um despacho conjunto, em vésperas das eleições legislativas - depois revogado pelo actual Governo PS -, a autorizar a construção de um empreendimento turístico da Portucale (empresa do Grupo Espírito Santo).
O empreendimento previa a edificação de hotéis e moradias na Herdade da Vargem Fresca (Benavente) e o corte de mais de 2.600 sobreiros.
No comunicado, José Ribeiro e Castro lembra o "modo exemplar" como a direcção do CDS e todo o partido agiram ao longo do processo, "respeitando inteiramente o funcionamento independente da justiça".
"Será importante que os órgãos de comunicação social e alguns articulistas que, na altura, por vezes em flagrante quebra do segredo de justiça, contribuíram para lesar o bom nome dos injustamente visados, se empenhem agora, no mesmo grau e medida, em reparar a lesão cometida", é ainda referido no comunicado.
Na nota do gabinete de Ribeiro e Castro, é também referido que "o CDS-PP confia que o processo terminará pela completa ilibação de todos os que foram injustamente atingidos por suspeitas infundadas".
A 28 de Novembro de 2005, Luís Nobre Guedes tinha sido interrogado pelo procurador Rosário Teixeira.

Notícia Lusa