Opinião
A Política de Verão
Desde há algum tempo que passou a ser moda os nossos políticos viverem o verão tentando mostrar aos portugueses que são pessoas comuns. São fotografados em calções de banho, na esplanada, na praia, nas festas e por aí fora. Pretendem transmitir aos cidadãos o seu carácter descontraído.
E este ano o cenário vai voltar-se a repetir. Vamos ter que sacrificar o nosso cérebro e a nossa visão com os membros do Governo, com os líderes partidários e com os políticos em geral a demonstrarem aos portugueses como gozam férias.
É um atentado e uma provocação ao cidadão comum o tipo de situações que, muitas vezes, são transmitidas. Num momento em que o país atravessa uma grave, profunda e duradoura crise económica, onde muitas pessoas vivem no limiar da pobreza não é admissível que os políticos em geral e os governantes em particular se mostrem em férias de luxo, em ambientes paradisíacos, como se vivêssemos num mundo de sonho. Não quero com isto dizer que não tenham o direito de gozar esse tipo de férias. Bem pelo contrário. No entanto, a responsabilidade que têm impõe-lhes um comportamento moderado e uma reserva em determinadas situações.
Numa época em que a política e os políticos caíram em descrédito, tenta-se através dessas manobras de promoção de imagem contribuir para a sua popularidade e credibilidade aos olhos do cidadão.
Porém, a situação a que chegou a nossa política e a imagem que se tem dos políticos não se resolve por aí. Não basta querer demonstrar durante dois meses que os políticos são pessoas comuns e que tem gostos, interesses e vocações além da actuação política. Isso seria positivo se a mesma imagem fosse transmitida durante o ano.
Sucede que, nos restantes meses do ano, os políticos transmitem uma imagem completamente diferente e essa é que é a sua verdadeira carta de apresentação. Os políticos não precisavam das festas e das férias de verão para tentar ganhar a confiança e a simpatia do eleitorado. Isso adquire-se ao longo do ano e no exercício das funções, por aquilo que de bom é feito em cada cargo que exercem.
O problema é que os políticos cada vez são menos técnicos. As pessoas com qualidades profissionais que podiam trazer uma mais valia para os cargos políticos, tendem a afastar-se e depois, na grande maioria dos casos, ficam os que não são os melhores e os que precisam de manobras de imagens para se afirmarem e promover.Pena é que estes dois meses apenas servem para não se fazer nada e esquecer os problemas do país.
E este ano o cenário vai voltar-se a repetir. Vamos ter que sacrificar o nosso cérebro e a nossa visão com os membros do Governo, com os líderes partidários e com os políticos em geral a demonstrarem aos portugueses como gozam férias.
É um atentado e uma provocação ao cidadão comum o tipo de situações que, muitas vezes, são transmitidas. Num momento em que o país atravessa uma grave, profunda e duradoura crise económica, onde muitas pessoas vivem no limiar da pobreza não é admissível que os políticos em geral e os governantes em particular se mostrem em férias de luxo, em ambientes paradisíacos, como se vivêssemos num mundo de sonho. Não quero com isto dizer que não tenham o direito de gozar esse tipo de férias. Bem pelo contrário. No entanto, a responsabilidade que têm impõe-lhes um comportamento moderado e uma reserva em determinadas situações.
Numa época em que a política e os políticos caíram em descrédito, tenta-se através dessas manobras de promoção de imagem contribuir para a sua popularidade e credibilidade aos olhos do cidadão.
Porém, a situação a que chegou a nossa política e a imagem que se tem dos políticos não se resolve por aí. Não basta querer demonstrar durante dois meses que os políticos são pessoas comuns e que tem gostos, interesses e vocações além da actuação política. Isso seria positivo se a mesma imagem fosse transmitida durante o ano.
Sucede que, nos restantes meses do ano, os políticos transmitem uma imagem completamente diferente e essa é que é a sua verdadeira carta de apresentação. Os políticos não precisavam das festas e das férias de verão para tentar ganhar a confiança e a simpatia do eleitorado. Isso adquire-se ao longo do ano e no exercício das funções, por aquilo que de bom é feito em cada cargo que exercem.
O problema é que os políticos cada vez são menos técnicos. As pessoas com qualidades profissionais que podiam trazer uma mais valia para os cargos políticos, tendem a afastar-se e depois, na grande maioria dos casos, ficam os que não são os melhores e os que precisam de manobras de imagens para se afirmarem e promover.Pena é que estes dois meses apenas servem para não se fazer nada e esquecer os problemas do país.
Carlos Barroso
Vice-Presidente da Asembleia Concelhia de Lisboa
artigo publicado na revista Focus






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