terça-feira, novembro 17, 2009

"Fábrica de Desemprego"


O CDS-PP considerou esta terça-feira que a política económica do Governo é uma “fábrica de desemprego” e defendeu que é preciso “mais audácia” na protecção às PME, aos casais desempregados e aos desempregados de longa duração.

“Estes números são um alerta social muitíssimo preocupante, estamos quase em 10 por cento na taxa de desemprego, nos últimos três meses todos os dias surgiram mais 450 desempregados e convém que nos lembremos que estamos a falar dos meses de Verão, onde há algum trabalho sazonal que mitiga o fenómeno do desemprego”, afirmou o Presidente da Bancada centrista.

Na opinião de Mota Soares, “a política económica actual é uma fábrica de desemprego” e o novo Código Contributivo, que entra em vigor no início de 2010, “vai significar um acréscimo muito grande de taxas sociais quer para os trabalhadores, quer para os empregadores”.

“Talvez agora as pessoas percebam melhor porque é que o CDS sempre que fala de economia fala de pequenas e médias empresas (PME’s), que são quem cria e quem mantém postos de trabalho em Portugal, as PME’s hoje não aguentam um pagamento especial por conta e um pagamento por conta tão elevado, não aguentam que o Estado sistematicamente se atrase a pagar o IVA e as dívidas que tem com as empresas”, afirmou.

“Quando CDS fala em reduzir a carga fiscal sobre as PME, acima de tudo está a defender a manutenção do emprego e a criação até de novos postos de trabalho”, referiu Mota Soares.

O deputado democrata-cristão adiantou ainda que o seu partido irá apresentar iniciativas para “majorar a situação dos casais desempregados e para proteger as pessoas de maior idade, que estão há mais tempo com subsídio de desemprego e que já não conseguem uma segunda oportunidade”.

Pedro Mota Soares comentou desta forma, os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que apontam para uma taxa de desemprego em Portugal de 9,8 por cento no terceiro trimestre deste ano, o que representa um agravamento face aos 9,1 por cento observados no trimestre anterior.

Os números indicam que o desemprego entre Julho e Setembro se agravou 2,1 pontos percentuais face aos 7,7 por cento observados no período homólogo de 2008.

CDS com CM e RTP

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