sábado, janeiro 17, 2009

Paulo Portas apresenta hoje estratégia política

O XXIII Congresso do CDS-PP começa hoje nas Caldas da Rainha, com a apresentação ao final da manhã da estratégia política e eleitoral de Paulo Portas, reeleito líder dos democratas-cristãos em Dezembro.
O Documento de Orientação Política com que Paulo Portas foi eleito nas directas de Dezembro estabelece um «caderno de encargos» em função do qual o CDS-PP negociará «lei a lei» com a maioria que sair das próximas legislativas, afastando «coligações ou acordos parlamentares».
Este documento não está à discussão nem será votado no Congresso uma vez que, para a direcção partidária, a estratégia eleitoral já foi sufragada com a eleição de Paulo Portas.
À tarde, decorre a apresentação, em plenário, de seis moções sectoriais, chamadas Propostas de Orientação Política, Económica e Social (POPES) e de três propostas de alteração aos Estatutos, que serão votadas hoje no final dos trabalhos.
A fase da discussão decorre em comissão, em salas separadas. Os delegados, cerca de 1.100, terão que escolher - ou discutem as POPES ou as mudanças estatutárias.
POPES de Paulo Portas, coordenada pela dirigente Assunção Cristas, pretende ser um «guião para um programa de governo», com 119 páginas de medidas para «combater a crise económica» que passam por propor um «pacto nacional de redução de impostos».
A clarificação da política de alianças em ano de três eleições e a estratégia política do CDS-PP em ano eleitoral serão no entanto levadas à discussão quer pelo ex-dirigente Manuel Queiró, numa moção intitulada «O caminho certo», quer pelo movimento Alternativa e Responsabilidade.
A distrital de Lisboa, liderada pelo deputado António Carlos Monteiro, a Juventude Popular e a Federação dos Trabalhadores Democratas-Cristãos apresentarão também propostas de orientação política, económica e social.
A eleição dos órgãos nacionais para um mandato de dois anos decorre domingo de manhã. Paulo Portas prometeu aos militantes uma «renovação de quadros» na comissão política nacional, que terá até cinco vice-presidentes.
Lusa

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