sábado, janeiro 19, 2008

Paulo Portas espera que audição de António Nunes "traga ASAE ao bom senso"

Paulo Portas, considerou hoje que a audição do inspector-geral da ASAE no parlamento é o primeiro passo para trazer o organismo "ao bom senso". António Nunes é ouvido na terça-feira na comissão de Assuntos Económicos da Assembleia da República, a pedido do CDS-PP, que pretende discutir os critérios de actuação da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica).
No entender do líder do partido, as acções da ASAE, por vezes, estão a traduzir-se "num atraso de vida para a economia" portuguesa.
Segundo Paulo Portas, a audição servirá para "trazer a ASAE ao bom senso", apontando que chegam ao seu conhecimento "muitas coisas" que "excedem o que a lei manda"."Outras são abusos", disse o líder do CDS-PP aos jornalistas no final de uma visita ao Hospital Amato Lusitano de Castelo Branco."A sua audição é o princípio da moderação da ASAE", referiu, considerando que permitirá "trazer a ASAE ao bom senso, tirar-lhe algumas arrogâncias, tirar-lhe alguns exageros, pedir-lhe alguma humildade".

Deu conta que "há excesso de interferência nos mais ínfimos detalhes da vida económica", por parte da ASAE, e que "às vezes transformam-se num atraso de vida para a economia"."Há uma tentação de tentar moldar o gosto das pessoas, às vezes isso choca com a própria tradição portuguesa, que em muitas matérias, é estimável, e, portanto, acho que é preciso trazer a ASAE ao bom senso", defendeu.

"Ninguém tinha coragem de falar do assunto, o CDS teve-a e este é o princípio de um caminho, porque acho que, efectivamente, há exageros na ASAE", afirmou.Paulo Portas salientou que "a ASAE mete-se todos os dias na vida das pequenas e médias empresas, do sector da restauração, da economia familiar, e depois, de repente, o director-geral da ASAE é apanhado a fumar no Casino e os extintores da sede da ASAE estão fora de prezo".

"Os exageros viram-se sempre contra quem os comete", apontou.Adiantou que "nesta matéria como em muitas outras, é preciso encontrar o justo equilíbrio entre o que é defender a saúde e higiene pública e aquilo que tem sido, a seu ver, a prática da ASAE, para lá do que a lei manda, interferindo na vida económica, pondo em risco pequenas e médias empresas que dão emprego a muita gente".

"Nós somos adultos, vivemos em democracia, queremos viver em liberdade, não precisamos que o Estado seja paizinho para nos moldar o gosto. Isso é com cada um de nós", disse aos jornalistas.

Observou que defende o valor da liberdade, tem muito respeito por quem tem os seus negócios, por isso defende que o inspector-geral da ASAE "deve ser mais comedido" na sua actuação.

CDS/Lusa

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