Portas recusa novo adiamento da publicação das dívidas do Estado
O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, apelou hoje ao PS para que não adie novamente a aprovação do projecto de lei que prevê a obrigatoriedade de publicação na Internet das dívidas do Estado."Este projecto-lei do CDS já foi adiado três vezes", afirmou Paulo Portas, em Gaia, à margem de um debate sobre "Uma ideia para Portugal - o papel da oposição em democracia", promovido pelo Clube dos Pensadores.
O líder do CDS reafirmou que, à semelhança do que já acontece com a divulgação dos nomes de quem deve ao Estado, também deve ser publicada a lista de dívidas do Estado a fornecedores."O Estado português atrasa-se 152 dias a pagar aos fornecedores. A média na Europa são 68 dias", salientou Paulo Portas, classificando aquela demora como "um problema de decência".
O líder do CDS reafirmou que, à semelhança do que já acontece com a divulgação dos nomes de quem deve ao Estado, também deve ser publicada a lista de dívidas do Estado a fornecedores."O Estado português atrasa-se 152 dias a pagar aos fornecedores. A média na Europa são 68 dias", salientou Paulo Portas, classificando aquela demora como "um problema de decência".
Caso não haja novo adiamento, a Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças deverá votar na quarta-feira a versão final do projecto-lei sobre a publicação de dívidas do Estado.O diploma do CDS-PP foi aprovado há cerca de um ano na generalidade, com abstenções do PS e PCP, mas na discussão na especialidade os democratas-cristãos rejeitaram as alterações propostas pelos socialistas.
A 2 de Outubro, o CDS-PP desafiou o PS a rever a sua posição "intransigente" sobre a publicação das dívidas do Estado às empresas e cidadãos, ameaçando abandonar a paternidade desse projecto-lei."O PS, com um conjunto de propostas de alteração, decapitou o projecto, retirando as empresas públicas, os institutos públicos e as autarquias", criticou então o líder parlamentar do CDS-PP, Diogo Feyo.
No debate do Clube dos Pensadores, Paulo Portas acusou o primeiro-ministro, José Sócrates, de ter "cada vez menos paciência para ouvir"."Já não se dá ao trabalho de responder ao que lhe perguntam", afirmou, realçando que esta atitude ficará mais visível a partir de Janeiro, quando Sócrates passar a ir quinzenalmente ao Parlamento.
in Lusa





0 Comentários:
Enviar um comentário
<< Home