Opinião - Pacto bravo
A primeira proposta do novo PSD, liderado por Luis Filipe Menezes, é estabelecer um Pacto de Regime com o Partido Socialista para as grandes obras públicas. Um pacto para que os dois partidos dividam entre si a decisão do que se constrói, quando se constrói e por quem é construído. Verdadeiramente um Pacto Bravo.Desenterrar o bloco central dos interesses, ainda por cima na área das grandes obras públicas, é não perceber que o que Portugal precisa para ter uma economia a crescer é de mais investimento privado e não de mais investimento público. O que Portugal precisa é de um quadro que ajude as empresas a investir, a inovar, a tomar riscos e ganhar novos mercados; é ter empresas mais produtivas e que por isso possam gerar mais postos de trabalho.
Mas para isso, não precisamos de mais investimento público, investimento esse tantas vezes espúrio e não produtivo. O que precisamos é de um quadro fiscal que promova o empreendedorismo, uma Administração Pública que seja amiga do cidadão e amiga da economia, um sistema de ensino que aposte no rigor e que promova o mérito, uma lei laboral que permita a criação de novos empregos.
Em suma, o que precisamos é de tudo o que o Governo Socialista não tem feito e não de um pacto para “rachar” entre dois partidos as grandes obras do Estado.
Pelos vistos, este novo PSD faz uma avaliação positiva do que se passou no Pacto da Justiça. Assume a herança e aceita a responsabilidade pela forma como foi feita esta reforma da Justiça. Ainda bem. A culpa não morre solteira. Daqui para a frente, a responsabilidade do que se passar no sector da Justiça é dos pais do Pacto.
Pedro Mota Soares
Deputado do CDS/PP





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