sexta-feira, janeiro 26, 2007

Lisboa:CDS-PP responsabiliza Carmona e PSD pela resolução da "crise"

A Concelhia de Lisboa do CDS-PP responsabilizou hoje o presidente da Câmara, Carmona Rodrigues, e o PSD pela resolução da situação política do município, após a suspensão do mandato da vereadora do Urbanismo, arguida no caso Bragaparques.
"O PSD e o professor Carmona Rodrigues têm a responsabilidade de explicar como pretendem resolver esta crise de forma a não comprometer definitivamente este mandato", afirma um comunicado da comissão política concelhia de Lisboa do CDS-PP hoje divulgado.
Segundo a concelhia democrata-cristã, que reuniu com a vereadora na autarquia lisboeta Maria José Nogueira Pinto, "dos factos vindos a público nos últimos dias advêm consequências para a governabilidade da cidade, as quais o CDS-PP/Lisboa encara com enorme preocupação".
"Não cabe aos partidos fazer processos de intenções, e muito menos substituir-se às entidades competentes na investigação e acção penal, considerando mesmo fundamental não interferir, por qualquer forma, no decurso normal dos processos", afirmam.
Contudo, os democratas-cristãos sublinham que "há consequências políticas que, essas sim, exigem do CDS-PP uma posição".
O CDS de Lisboa lembra que procurou contribuir para a governabilidade da Câmara, através de uma coligação da vereadora Nogueira Pinto com o executivo social-democrata, "tendo sido o professor Carmona Rodrigues e o PSD que decidiram romper e pôr fim a esse entendimento".
"Para nós, é fundamental restabelecer a confiança e a credibilidade na governação da cidade. Lisboa não tem culpa e os lisboetas estão em primeiro lugar nas nossas preocupações", sustentam.
Segundo os democratas-cristãos, "não se podem frustrar" as expectativas dos lisboetas, pelo que o CDS aguarda pela "clarificação das condições necessárias ao restabelecimento da estabilidade política".
O CDS, garantem, "prosseguirá o seu trabalho, através da sua representação no executivo camarário, na Assembleia Municipal e nas freguesias da cidade".
A vereadora do urbanismo na Câmara de Lisboa, Gabriela Seara (PSD) anunciou quinta-feira a suspensão do mandato, depois de ter sido constituída arguida no âmbito das investigações da PJ às negociações do município com a Bragaparques.
A autarca pediu a suspensão por oito meses, referindo ser esse o prazo legal previsto para a conclusão do inquérito.
Durante este período, a vereadora será substituída pelo nome que se seguia na lista do PSD, Rodrigo Saraiva, que assumirá o pelouro da Juventude.
O vice-presidente da Câmara de Lisboa, Fontão de Carvalho vai ser, muito em breve, constituído arguido no âmbito do processo Bragaparques, garantiu à Lusa fonte policial.
Em comunicado enviado à agência Lusa, quinta-feira de manhã, o gabinete do vice-presidente da autarquia lisboeta afirmou que "até à data", Fontão de Carvalho "não foi constituído arguido".

in Lusa, Sol, Portugal Diário

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