terça-feira, novembro 01, 2005

Debate da JP Lisboa sobre o Aborto

A Concelhia de Lisboa da JP, está a promover um debate sobre o Aborto/IVG.

O debate está agendado para a próxima segunda-feira, dia 7 de Novembro, pelas 21 horas no Largo do Caldas.

Para mais informações é favor visitarem o Blog da Concelhia de Lisboa da JP

Objectivo:
O objectivo deste debate é preparar cada um de nós para uma futura campanha contra a interrupção voluntária da gravidez. Apesar do referendo ainda não estar marcado, é importante que todos saibamos defender o NÃO com argumentos fortes e válidos. Assim, esta questão será debatida nas mais importantes perspectivas: científica, ética, legal e religiosa.

Desta forma, poderemos dar início a uma campanha individual feita no dia-a-dia, abordando esta questão com todas as pessoas com quem lidamos. É mais importante individualmente e aos poucos fazer ver às pessoas que um aborto é um crime, do que fazer uma campanha conjunta, às pressas e sem resultados práticos.

Se, com a nossa campanha, conseguirmos fazer com que, mais uma vez, vença o NÃO no referendo e, se assim se salvar ao menos uma vida, já valeu a pena!

Convidados:
A publicar oportunamente no:
Uma Geração às Direitas

Questões a debater:

- O que é a lei da interrupção voluntária da gravidez? O que diz?

- Como será a pergunta colocada aos cidadãos no referendo? Está juridicamente bem feita?

- A partir de que momento é que se pode dizer que um feto é uma vida humana? Desde a concepção? A partir dos quatro meses de gestação? Só a partir do momento em que nasce?

- O que é a interrupção voluntária da gravidez?

- Como é feita? Com que métodos? Em que condições?

- O Estado Português tem condições económicas e logísticas para, no caso de ser aprovado o novo projecto-lei, dar a todas as mulheres que pretendem fazer um aborto todas as condições para que ele seja feito em segurança para a mulher?

- As mulheres que recorrem actualmente aos “vãos de escada” para fazer um aborto irão deixar de o fazer se a lei for aprovada? Ou será que essas mulheres o fazem por terem vergonha do seu acto e por quererem que ninguém saiba?

- Todos os médicos, enfermeiros e auxiliares de acção médica serão obrigados a fazer um aborto às mulheres que o peçam?

- Em que consiste o juramento de Hipócrates?

- O que diz o Código Deontológico da Ordem dos Médicos a este respeito?

- Porque é que a Igreja Católica é contra o aborto? Como vê a Igreja a vida humana?

- Sendo o aborto um crime porque não devemos penalizar criminalmente as mulheres que o praticam?

- Não será o aborto um acto de cobardia, uma vez que a mãe ainda não sentiu o filho na sua barriga e que ainda não teve de o olhar nos olhos e de lhe pegar ao colo? Será que se a interrupção voluntária da gravidez fosse permitida até ao fim do período de gestação (nove meses) as mulheres ainda seriam capazes de abortar?

- Em vez do Estado gastar dinheiro de todos os contribuintes (dos que são a favor, mas também dos que são contra) a criar condições às mulheres para recorrer ao aborto, porque é que o Estado não utiliza esse dinheiro para melhorar a rapidez dos processos de adopção e para dar mais apoio às instituições de recolhimento de crianças abandonadas?

- Não será melhor dar a um casal estéril a alegria de poder adoptar rapidamente uma criança, do que ajudar uma mulher a tirar a vida ao próprio filho?

- Será que é mais duro e violento para uma mulher dar um filho para adopção do que impedi-lo de nascer?

Este é de facto um tema que a JP e o CDS/PP defendem de uma forma muito sincera e apaixonada. Contamos ter "casa cheia" pelo que pedíamos que nos confirmassem a vossa presença neste debate para lisboa@juventudepopular.org ou para carlos.andrade@netcabo.pt Mas caso não o façam, não se preocupem, apareçam!!

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