CDS quer Amado na AR para explicar novos incentivos nas FA
O CDS/PP vai chamar o ministro da Defesa, Luís Amado, à Assembleia da República (AR), com o objectivo de pedir explicações sobre uma eventual alteração do regime de incentivos ao voluntariado nas Forças Armadas.
Segundo avança a edição desta segunda-feira do Diário de Notícias, a exigência do CDS/PP decorre da intenção do Ministério da Administração Interna (MAI) de acabar com a exigência, imposta pelo anterior Executivo, de que os candidatos à GNR tenham de ter cumprido, pelo menos, dois anos de serviço militar.
Criada com o propósito de incentivar os jovens a ingressarem nas Forças Armadas, a medida pode ser agora anulada, devido à quebra, este ano, no número de candidatos que se apresentaram a concurso para praças da GNR.
Em declarações ao Público, o deputado centrista João Rebelo considera que, «a ir por diante esta alteração», «há manifestamente uma derrota do Ministério da Defesa em relação ao MAI», e por causa de «uma decisão precipitada – pois não pode basear a sua decisão só no que aconteceu este ano, sem uma análise aprofundada».
De resto, o Executivo terá, por outro lado, de «explicar o que pretende fazer no futuro para incentivar o voluntariado nas Forças Armadas».
Quanto a uma possível divergência entre o MAI e o Ministério da Defesa, na sequência das declarações do gabinete de Luís Amado segundo as quais trata-se apenas de uma medida pontual, mantendo-se as regras até aqui em vigor, João Rebelo não tem dúvidas em qualificar tudo como «uma trapalhada».
Pelo mesmo diapasão afina igualmente o PSD e o seu deputado Jorge Neto, para quem a decisão anunciada pelo secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, Jorge Magalhães, «é mais um erro crasso deste Governo», uma vez que «o que está em causa é um estímulo ao voluntariado nas Forças Armadas, abrindo a hipótese de uma carreira profissional na GNR. Se for suprimido, põe em causa o quadro global de incentivos».
- Diário Digital






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