Sócrates deveria ter regressado de férias, diz CDS/PP
O líder parlamentar do CDS/PP, Nuno Melo, criticou domingo a ausência do primeiro-ministro, José Sócrates, num mês «muito complicado para Portugal», considerando que deveria ter interrompido as férias.
Nuno Melo referia-se às declarações do ministro da Administração Interna, António Costa, quinta-feira, no Parlamento, quando revelou que fora ele que aconselhara o chefe do Executivo a não interromper as férias, apesar dos incêndios que assolam Portugal.
«O primeiro-ministro tem todo o direito de estar de férias durante todo o mês de Agosto - um momento complicado para Portugal -, mas os portugueses também têm todo o direito de o avaliar por isso», comentou, à agência Lusa, Nuno Melo.
Para o líder parlamentar do CDS/PP, «o ministro António Costa assumiu a responsabilidade pela ausência do primeiro-ministro, mas na base do conselho que lhe deu - um mau conselho que fez dele um mau primeiro-ministro em exercício».
Nuno Melo recordou, a propósito, o que aconteceu quando o petroleiro «Prestige» teve um acidente no Norte de Espanha, pondo em risco ambiental as praias do Norte de Portugal.
«Imagine-se o que seria se o ministro da Defesa, Paulo Portas, que tinha férias marcadas no estrangeiro, tivesse optado por partir», sublinhou Nuno Melo, acrescentando: «Certamente que a oposição socialista não o teria poupado e o que dele não se teria dito!».
«Responsavelmente, o ministro optou por ficar e não precisou que ninguém lhe aconselhasse o contrário», concluiu Nuno Melo.
Instado pela Lusa sobre se pensa que o primeiro-ministro deveria ter interrompido as férias, Nuno Melo opinou: «Manifestamente deveria ter regressado ao País».
- Diário Digital / Lusa






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