segunda-feira, julho 04, 2005

Gralha põe em causa credibilidade do relatório Constâncio

O líder do CDS/PP, José Ribeiro e Castro, considerou sexta-feira que a «gralha» detectada no relatório do Banco de Portugal de análise das contas públicas coloca em causa a «imagem de rigor e credibilidade» do documento.

«É um facto lamentável que abala em definitivo a credibilidade de tudo isto», afirmou Ribeiro e Castro, em declarações à agência Lusa.

Na edição de sexta-feira, o jornal Público revela que o relatório do Banco de Portugal de análise da situação orçamental das contas públicas tem uma «gralha» no quadro das cativações da despesa do Estado que, corrigida, faz descer o défice previsto para 2005 de 6,83 para 6,72%.

«Para um défice construído com um rigor tão apertado, que foi levado ao preciosismo da casa decimal, os já famosos 6,83% (...), este erro põe em causa a imagem de rigor e credibilidade que é indispensável em textos desta responsabilidade», acrescentou o líder democrata-cristão.

Recordando que também a proposta de Orçamento Rectificativo para 2005 apresentada pelo Governo liderado por José Sócrates ficou «marcada por um erro lamentável de contas», Ribeiro e Castro considerou necessário «um choque tecnológico elementar».

«De facto, está a ser necessário um choque tecnológico elementar, que começa por uma simples calculadora», ironizou.

Contudo, acrescentou Ribeiro e Castro, a «gralha» agora detectada no chamado «Relatório Constâncio», não deve distrair os portugueses do essencial do debate.

«Isso não nos deve distrair do essencial do debate que é a falta de capacidade para controlar a despesa pública e o agravamento dos impostos que o Governo PS está a fazer e que tem hoje uma data especial», afirmou, lembrando que entrou hoje em vigor o agravamento do IVA de 19 para 21%.


- Diário Digital / Lusa

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