UE: Acordo alcançado representa vitória do realismo, diz CDS
O acordo alcançado hoje pelos líderes europeus para um novo Tratado Europeu representa «uma vitória do realismo sobre a utopia», mas «ainda cedo para se exigir ou não um referendo nacional», afirmou Nuno Melo, líder parlamentar do CDS-PP.«Não se conhecem ainda os contornos do texto do acordo, nem de como será o tratado. Dependerá da avaliação do texto. Se considerarmos que há transferência de parcelas significativas da soberania nacional, aí exigir-se-á um referendo, caso contrário, não», disse.
«Tanto quanto parece o Tratado Reformador abandona a ideia de um hino e de uma bandeira europeus, e de uma constituição, isto ao nível do simbolismo que para nós de Direita, é muito importante», explicou o parlamentar.
Por outro lado, Nuno Melo está expectante quanto a áreas como a Defesa, Negócios Estrangeiros e Fiscalidade, em que argumenta que os Estados devem manter a sua soberania.
«Temos um sinal do Reino Unido relativamente aos Negócios Estrangeiros, mas não sabemos nada mais de concreto», acrescentou.
Para Nuno Melo, a Europa «devia aproximar políticas que reflictam preocupações efectivas, como a emigração e a segurança interna tendo em vista o combate ao terrorismo, tráfico de pessoas e droga».
Em declarações à Lusa, o dirigente centrista frisou que o acordo foi alcançado «graças à intervenção decisiva de dois líderes da Direita moderna, nomeadamente a chanceler alemã Ângela Merkel e o Presidente francês, Nicolas Sarkozy».
Para o dirigente do CDS-PP, «começou-se apenas a ultrapassar o impasse que durava há dois anos» estando «a tarefa da Presidência Portuguesa que se inicia a 1 de Julho facilitada».
Nuno Melo afirmou que, relativamente ao exercício da Presidência, o Governo português «terá toda a solidariedade institucional do CDS-PP numa lógica de defesa dos interesses nacionais».
in Lusa






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