sábado, dezembro 17, 2005

Presidente e vice disputam liderança este fim-de-semana

A Juventude Popular está reunida desde hoje em congresso em Bragança para escolher entre o actual presidente, confiante num quarto mandato, e um vice-presidente, crente na repetição do efeito surpresa do último congresso do CDS-PP.
João Almeida, que lidera a JP há seis anos, disse à Lusa acreditar que sairá de Bragança novamente presidente da estrutura partidária com um quarto e obrigatoriamente último mandato, devido ao limite de idade de militância na JP, que atingirá dentro de dois anos.
O seu actual segundo vice-presidente, Filipe Almeida Santos, concorre agora à presidência e mostra-se "optimista" em relação à "possibilidade" da sua eleição, lembrando o desfecho do último congresso do CDS-PP, que escolheu Ribeiro e Castro para presidente.
"Desde o último congresso do CDS que nós sabemos que não há vencedores nem resultados antecipados", afirmou à Lusa.
Nenhum dos candidatos especificou os apoios entre os cerca de 480 congressistas reunidos até Domingo no cine-teatro "Torralta", em Bragança, que vão votar as moções "à Direita da Indiferença" de João Almeida e "Fazer a Diferença" de Filipe Almeida Santos.
O actual presidente considera que os anos de liderança podem ser "um ponto benéfico para a Juventude Popular", aos quais acrescenta um projecto para os próximos dois anos com uma equipa renovada.
Filipe Almeida Santos defende que "a renovação é necessária", referindo-se à presidência de seis anos de João Almeida, que classificou de "inédita" na Juventude Popular, "porque nunca nenhum presidente o tinha sido mais de quatro anos".
Apontou ainda ao actual presidente o que considerou "uma limitação de idade", por ter 29 anos e estar a dois anos de abandonar a militância da JP.
Para este candidato, o próximo líder tem de preparar a Juventude Popular para as legislativas de 2009.
"Mesmo em dois anos, se desenvolvermos um quadro de ideias, se fortalecermos a nossa estrutura, nós estamos preparados para as próximas legislativas", retorquiu João Almeida.
O actual presidente da JP é também acusado pelo concorrente de "fazer oposição interna à direcção do CDS-PP" e "dar um tiro no pé" ao fazer campanha contra o candidato presidencial apoiado pelo partido - Cavaco Silva.
"Está sistematicamente contra e estar numa posição de facção contra a posição do partido fragiliza o próprio partido. A Juventude Popular tem de salvaguardar a sua própria autonomia, mas isso não é estar contra a direcção barricado do lado da oposição interna", afirmou.
João Almeida lembrou que a "única" posição contrária à direcção do CDS-PP, a de não apoiar Cavaco Silva, não é exclusivamente sua, mas da Juventude Popular.
"Foi decidida pelo Conselho Nacional da JP, o maior órgão entre congressos, por 61 por cento contra 39 por cento dos delegados", declarou.
O próximo líder da JP deverá ficar definido na discussão e votação das moções ao congresso, que se prolongará pela madrugada, de acordo com a organização.
Noticia: Lusa

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