Estabilidade, Competência, Dedicação e Lealdade
Paulo Portas desafiou hoje o líder do PS a esclarecer com quem formará governo em caso de vitória nas eleições e traçou como objectivo do CDS-PP ter mais deputados que PCP e Bloco de Esquerda juntos.
"O CDS-PP tem de ter mais deputados que o Bloco de Esquerda e o PCP juntos", afirmou Paulo Portas, reiterando que "só esse resultado garante que o país não fica entregue a um partido que é contra a NATO e outro que é contra a União Europeia".
Na apresentação da lista dos candidatos do CDS por Lisboa às eleições de 20 de Fevereiro, Portas criticou o líder do PS, José Sócrates, por "pedir votos aos portugueses sem dizer o que pensa e com quem vai governar".
"O PS exige a maioria absoluta, como se a merecesse, sem sequer dizer quem o acompanha ("). Ainda por cima, as ideias que professam, de manhã são umas e à tarde são outras", criticou o presidente do CDS-PP.
Para marcar a diferença da atitude dos democratas-cristãos, Paulo Portas recordou que o CDS foi o primeiro partido concorrente às eleições a apresentar "uma equipa completa de governo", na quinta- feira à noite, composta por 14 "ministros", dos quais nove militantes e cinco independentes.
"A nossa resposta para as Finanças é Bagão Félix. Quem é a resposta do PS que garante que não vão fazer o mesmo que fizeram entre 1998 e 2002?", questionou Portas.
Para o líder democrata-cristão, o resultado "mais surpreendente" da noite das eleições vai ser o do CDS, "que pode pedir mais votos aos portugueses porque provou ser um partido estável e competente e porque tem mais para oferecer".
Enquadrado por um cartaz com a mensagem de campanha do partido, "o voto útil por Portugal", Paulo Portas anunciou aquela que será a linha condutora do programa eleitoral do CDS, a apresentar na próxima semana.
"O objectivo essencial do CDS nos próximos quatro anos é apostar para Portugal num modelo de desenvolvimento sustentável, que representa a aliança entre o crescimento económico, a justiça social, a qualificação dos jovens e o respeito pelo ambiente", afirmou.
Outra das prioridades da campanha do CDS vai ser a segurança, com Portas a recuperar uma das tradicionais bandeiras do partido.
"Gostaríamos muito que o CDS pudesse ajudar a fazer às forças de segurança o que fez às Forças Armadas: reequipá-las, dignificá-las e dar-lhes motivação", sublinhou Paulo Portas, actual ministro de Estado, da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar.
Aliás, a dificuldade de conciliar a agenda ministerial com a de líder partidário foi a justificação dada por Paulo Portas para os 90 minutos de atraso com que começou a apresentação dos candidatos do CDS por Lisboa.
O cabeça de lista pela capital (onde o CDS elegeu em 2002 quatro deputados) é o actual ministro do Turismo, Telmo Correia, seguindo-se o secretário-geral, Mota Soares, o deputado João Rebelo, o presidente da distrital, António Carlos Monteiro, e, no quinto lugar, que o partido considera elegível, está o presidente da Juventude Popular, João Almeida.






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