Nobre Guedes não exclui portagens na cidade no futuro, hoje "é medida populista"
O número três da lista do CDS-PP à Câmara Municipal de Lisboa, Luís Nobre Guedes, não exclui, no futuro, a introdução de portagens à entrada da cidade, mas considera essa "uma medida populista" para um projecto de dois anos.
"Não excluo qualquer solução que possa tornar a vida da cidade mais sadia. Para já, quem defende isso defende de uma forma demagógica, populista e pouco séria", afirmou o ex-ministro do Ambiente, numa acção de pré-campanha ao lado de Telmo Correia, no Jardim do Campo Grande.
No domingo, sobre este assunto, Telmo Correia tinha sido mais categórico, dizendo não ser a favor "de medidas de imposição obrigatória, como portagens, enquanto não se experimentarem outras soluções".
Até agora, a única candidata à autarquia da capital que se mostrou favorável a esta solução foi a independente Helena Roseta.
No Dia Mundial do Ambiente, Nobre Guedes entregou ao cabeça-de-lista do CDS-PP um conjunto de 30 medidas urgentes na área ambiental para Lisboa, que diz poderem ser implementadas pela Câmara em seis meses.
Entre estas medidas, que serão apresentadas em detalhe com o programa eleitoral do partido para a cidade, Nobre Guedes destacou a proposta de criação de uma Fundação Municipal para o Ambiente, totalmente gerida com recursos da sociedade civil.
"A Câmara não gastaria um tostão", explicou Nobre Guedes, acrescentando que esta fundação teria por missão a sensibilização da população para a educação ambiental.
A concessão da recolha de resíduos sólidos urbanos a privados e o incentivo à recolha porta-a-porta são outras das medidas propostas pelo vice-presidente do CDS-PP.
Nobre Guedes defende ainda uma aposta na mobilidade dos cidadãos em Lisboa, que passa por uma maior pedonização das vias, alterações das regras das cargas e descargas e formas de dissuasão de entrada dos automóveis na cidade.
"Essa dissuasão pode passar por muitas coisas, como fomentar mais parques de estacionamento e vedar novas áreas da cidade aos automóveis", explicou.
"A solução do trânsito não é exclusivamente da cidade, é uma solução metropolitana", corroborou o cabeça-de-lista Telmo Correia, salientando que na Área Metropolitana do Porto existe uma coordenação entre os vários municípios neste domínio.
Nobre Guedes aproveitou esta acção de pré-campanha autárquica para saudar o lançamento, hoje, da primeira pedra dos dois CIRVER (Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Industriais Perigosos) que vão ser construídos na Chamusca, pelo ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia.
"Foi um processo em que me empenhei enquanto ministro do Ambiente e continuo convencido de que os CIRVER são alternativa à co-incineração", frisou, numa posição antagónica à do Governo.
O ministro do Ambiente disse hoje, na Chamusca, que apresentar os CIRVER como alternativa à co-incineração é "cinismo político".
"Apresentar os CIRVER como alternativa à co-incineração é um embuste político, é cinismo político", afirmou Francisco Nunes Correia.
in Lusa
"Não excluo qualquer solução que possa tornar a vida da cidade mais sadia. Para já, quem defende isso defende de uma forma demagógica, populista e pouco séria", afirmou o ex-ministro do Ambiente, numa acção de pré-campanha ao lado de Telmo Correia, no Jardim do Campo Grande.
No domingo, sobre este assunto, Telmo Correia tinha sido mais categórico, dizendo não ser a favor "de medidas de imposição obrigatória, como portagens, enquanto não se experimentarem outras soluções".
Até agora, a única candidata à autarquia da capital que se mostrou favorável a esta solução foi a independente Helena Roseta.
No Dia Mundial do Ambiente, Nobre Guedes entregou ao cabeça-de-lista do CDS-PP um conjunto de 30 medidas urgentes na área ambiental para Lisboa, que diz poderem ser implementadas pela Câmara em seis meses.
Entre estas medidas, que serão apresentadas em detalhe com o programa eleitoral do partido para a cidade, Nobre Guedes destacou a proposta de criação de uma Fundação Municipal para o Ambiente, totalmente gerida com recursos da sociedade civil.
"A Câmara não gastaria um tostão", explicou Nobre Guedes, acrescentando que esta fundação teria por missão a sensibilização da população para a educação ambiental.
A concessão da recolha de resíduos sólidos urbanos a privados e o incentivo à recolha porta-a-porta são outras das medidas propostas pelo vice-presidente do CDS-PP.
Nobre Guedes defende ainda uma aposta na mobilidade dos cidadãos em Lisboa, que passa por uma maior pedonização das vias, alterações das regras das cargas e descargas e formas de dissuasão de entrada dos automóveis na cidade.
"Essa dissuasão pode passar por muitas coisas, como fomentar mais parques de estacionamento e vedar novas áreas da cidade aos automóveis", explicou.
"A solução do trânsito não é exclusivamente da cidade, é uma solução metropolitana", corroborou o cabeça-de-lista Telmo Correia, salientando que na Área Metropolitana do Porto existe uma coordenação entre os vários municípios neste domínio.
Nobre Guedes aproveitou esta acção de pré-campanha autárquica para saudar o lançamento, hoje, da primeira pedra dos dois CIRVER (Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Industriais Perigosos) que vão ser construídos na Chamusca, pelo ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia.
"Foi um processo em que me empenhei enquanto ministro do Ambiente e continuo convencido de que os CIRVER são alternativa à co-incineração", frisou, numa posição antagónica à do Governo.
O ministro do Ambiente disse hoje, na Chamusca, que apresentar os CIRVER como alternativa à co-incineração é "cinismo político".
"Apresentar os CIRVER como alternativa à co-incineração é um embuste político, é cinismo político", afirmou Francisco Nunes Correia.
in Lusa

1 Comentários:
http://otejochora.blogspot.com
APL, por quem o Tejo chora
O acesso dos Lisboetas ao Tejo está vedado pelo caminho-de-ferro. O único troço livre de tal obstáculo é a faixa entre o Cais do Sodré e Santa Apolónia.
Veja, o projecto da APL para este local!
O acesso ao Rio vedado, um muro de 2 andares , um centro comercial e um condomínio fechado.
A APL é uma entidade soberana e absoluta, mas o acesso ao Tejo é de todos. Temos que dizer não a este projecto, que nos é apresentado como facto consumado e que a ir avante vai comprometer o mais nobre acesso de Lisboa ao Rio e o único sem a barreira do caminho de ferro.
O Tejo é para os Lisboetas, não é para as imobiliárias, hotéis e terminais.......
Acresce que há, quer a norte de Santa Apolónia, quer a Sul outras alternativas.
Urge parar a obra e discutir este assunto em sede própria.
Deixar a obra avançar é comprometer o futuro.
Este Blog destina-se a alertar o cidadão para esta situação e a dar o seu a seu dono:
O Tejo é dos Lisboetas.
O acesso ao Tejo deve ser livre.
Lisboa não pode virar as costas ao Tejo.
Enviar um comentário
<< Home